Justiça concede prisão domiciliar à influenciadora Adrielly Araújo



A Justiça de Roraima concedeu prisão domiciliar à influenciadora Adrielly Vivianny Araújo, presa durante a Operação Mantus, deflagrada pela Polícia Civil para investigar a suposta exploração de jogos de azar ilegais, crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro no estado.  

A decisão liminar foi assinada pelo desembargador plantonista Jésus Nascimento, no âmbito de habeas corpus apresentado pela defesa da investigada, representada pelo advogado Gustavo Hugo Sousa de Andrade.

‘’Comemoro a decisão, congratulando mais uma vez o brilhantismo, e a justiça da decisão do desembargador Jésus. Registro, como ponto fundamental, a cooperação entre as defesas dos investigados, principalmente pela simetria de trabalho e intensidade com o doutor Rhuan Vitor, a todo momento compartilhando informações com nossa equipe’’, disse o advogado.

O magistrado reconsiderou decisão anterior e determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.  

Segundo os autos, a defesa argumentou que Adrielly é mãe de duas crianças menores de 12 anos e citou decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu benefício semelhante à corré Amanda Lourenço Faria, também investigada no mesmo processo. A Justiça entendeu que havia situação jurídica semelhante entre as investigadas e que a manutenção da prisão preventiva poderia gerar tratamento desigual.  

Na decisão, o desembargador destacou que as acusações atribuídas à influenciadora, estelionato, lavagem de capitais e exploração de jogos de azar, não envolvem, em tese, violência ou grave ameaça, nem há notícia de crime praticado contra filhos ou dependentes.  

A prisão domiciliar deverá ser cumprida no endereço informado pela defesa. O magistrado também determinou comunicação imediata ao juízo de origem, para eventual aplicação de outras medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições adicionais. Em caso de descumprimento, a prisão preventiva poderá ser restabelecida.  

A Operação Mantus foi deflagrada no dia 27 de abril, e resultou no cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores milionários de investigados apontados como integrantes de um suposto esquema de divulgação de plataformas ilegais de apostas nas redes sociais.

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