Acre já registrou 1,1 mil acidentes e 15 mortes no trânsito

Com 1.126 sinistros e 15 mortes registradas entre janeiro e março de 2026, o Acre inicia o mês de maio – voltado às campanhas de conscientização no trânsito – com números em alta.

Isso porque, no mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 969 acidentes e 13 vítimas fatais, segundo os últimos boletins divugados pelo Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC).

Na capital, o cenário acompanha a tendência. Rio Branco registrou 795 sinistros no primeiro trimestre de 2026, frente a 674 no ano passado. As mortes também subiram, passando de 5 para 6 no comparativo.

Os índices proporcionais reforçam o avanço. No Acre, o número de sinistros por 10 mil veículos passou de 26,09 para 28,69, enquanto as mortes foram de 0,35 para 0,38. Em Rio Branco, os indicadores também cresceram, indicando maior frequência dos casos em relação à frota.

Março aparece como o mês mais crítico até agora em 2026, concentrando o maior número de registros tanto no estado quanto na capital.

Mais que estatísticas

Além dos números, há histórias que ajudam a dimensionar a gravidade do problema. Em abril de 2025, um acidente na Via Verde, em Rio Branco, terminou com a morte de três trabalhadores: Márcio Pinheiro, Carpegiane Lopes e Fábio Farias. Eles estavam em motocicletas quando foram atingidos por uma caminhonete que invadiu a contramão.

Acre já registrou mais de mil acidentes e 15 mortes no trânsito em 2026Acre já registrou mais de mil acidentes e 15 mortes no trânsito em 2026

Acidente ocorreu ainda em 2025. — Foto: Reprodução

Márcio morreu ainda no local. Carpegiane chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos dias depois, na UTI. Fábio lutou pela vida por mais de um mês, mas também acabou morrendo. O caso gerou revolta e levou familiares e amigos a realizarem um ato em frente ao Ministério Público, cobrando justiça e responsabilização.

Outro episódio que marcou o estado ocorreu em Cruzeiro do Sul, em julho de 2025. A bióloga Jéssica Souza dos Santos, de 33 anos, morreu após ser atingida por uma linha com cerol enquanto pilotava sua motocicleta no bairro João Alves. A linha cortou seu pescoço, e ela morreu antes mesmo de receber atendimento.

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Jéssica e o marido. — Foto: Reprodução

O marido, policial militar, relatou a dor de perder a companheira de forma repentina, reforçando o impacto humano da tragédia.

Em novembro, outro acidente fatal reforçou o cenário preocupante. O jovem Ruan Rhiler Rodrigues Santos, de 23 anos, morreu após uma colisão frontal na AC-10, na estrada de Porto Acre.

Segundo testemunhas, uma caminhonete invadiu a contramão e bateu de frente com a motocicleta conduzida por ele. Com a força do impacto, Ruan foi arremessado contra o para-brisa do veículo e morreu ainda no local.

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Ruan Rhiler Rodrigues Santos, de 23 anos, morreu após uma colisão frontal na AC-10, na estrada de Porto Acre. — Foto: Arquivo pessoal

O motorista realizou o teste do bafômetro, que deu negativo, e foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. O caso evidenciou, mais uma vez, os riscos de ultrapassagens indevidas e invasões de pista.

Outro caso que gerou comoção foi o de um grave acidente que resultou na morte de duas crianças, de 3 e 5 anos. De acordo com testemunhas, a família seguia de motocicleta em direção à casa de parentes, no km 23 da rodovia. No trajeto, o pneu dianteiro do veículo, uma Yamaha YS 150 Fazer preta, estourou, provocando a saída de pista e a colisão contra um poste de concreto.

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