A violência letal segue concentrada em poucos pontos do mapa acreano. Dados atualizados mostram que, apesar de uma leve queda nos homicídios dolosos em 2026, Rio Branco continua liderando com folga o número de vítimas no estado. As informações são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
O Acre contabilizou 40 vítimas de homicídio doloso (quando há intenção de matar) entre janeiro e março de 2026. O número representa uma pequena redução em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 42 casos, indicando uma queda de 4,76%.
Mesmo com a diminuição, o cenário ainda preocupa, principalmente pela concentração dos crimes na capital. Sozinha, Rio Branco soma 15 vítimas, o equivalente a mais de 37% de todos os homicídios registrados no estado neste ano.
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Na sequência aparecem Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia e Mâncio Lima, com três casos cada. Municípios como Acrelândia, Brasiléia, Porto Acre e Xapuri registraram dois homicídios no período. Outras cidades, incluindo Feijó, Tarauacá, Sena Madureira e Senador Guiomard, tiveram um caso cada.
Por outro lado, sete municípios não registraram homicídios dolosos até março: Capixaba, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus, além de registros sem identificação.
O perfil das vítimas também revela um padrão: homens são ampla maioria, representando 37 dos 40 casos, enquanto mulheres somam apenas três ocorrências.
Na divisão por meses, fevereiro foi o período mais violento de 2026, com 15 homicídios, seguido por março (14) e janeiro (11). No ano passado, o pico havia sido ainda mais alto em março, com 20 registros.
A taxa de 18,02 vítimas por 100 mil habitantes em 2026 reforça o impacto da violência letal no estado, mesmo diante da leve redução em comparação ao ano anterior.