O Acre registrou o maior crescimento proporcional no número de empregos formais do Brasil em março, com alta de 0,92%, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Ao todo, o estado registrou 5.725 contratações contra 4.659 demissões, ficando com um saldo positivo em março de 1.066 novos postos de trabalho criados.
Os setores que foram os principais responsáveis pelo avanço nos postos de trabalho são: serviços (658), construção (196), indústria (128) e Comércio (89). Enquanto isso a agropecuária teve leve retração (-4).
O desempenho coloca o estado à frente de outras unidades da Região Norte, como Roraima, que teve aumento de 0,88%, enquanto os demais estados da região não aparecem entre os maiores crescimentos do país no período. No cenário nacional, o resultado acreano também supera estados de maior porte econômico, consolidando o melhor desempenho proporcional entre todas as unidades da federação.
Dados nacionais
No Brasil, foram criadas 228,2 mil vagas com carteira assinada em março, resultado de 2,5 milhões de admissões e 2,2 milhões de desligamentos. O número representa avanço em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram gerados 79 mil postos formais.
Apesar do desempenho positivo no mês, o acumulado do primeiro trimestre indica desaceleração. Entre janeiro e março, o país registrou saldo de 613 mil vagas, abaixo das 675 mil criadas no mesmo período do ano passado.
Entre os setores, o de serviços liderou a geração de empregos no país, com 152 mil vagas, seguido pela construção civil, com 38,3 mil, e pela indústria, com 28,3 mil. A agropecuária foi o único segmento com saldo negativo em março, influenciado pela redução de postos em culturas como soja, maçã e laranja.
Na comparação nacional, estados como Alagoas (-1,10%), Mato Grosso (-0,17%) e Sergipe (-0,09%) apresentaram os piores desempenhos no mês. Já no acumulado do ano, Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina registraram as maiores altas proporcionais, enquanto Alagoas teve a maior retração.