Manifestações
A bandeira do fim da escala 6×1 tem aprovação de 71% dos brasileiros, segundo o Datafolha
Manifesações serão descentralizadas e sem Lula | Foto: Agência Brasil
Movimentos de esquerda devem concentrar os atos do 1º de Maio desta sexta-feira na defesa do fim da escala 6×1, em uma tentativa de ampliar a pressão sobre o Congresso após uma semana de derrotas do governo Lula (PT) no Legislativo.
Em Goiânia, a Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT-GO) realiza um ato político-cultural unificado a partir das 8h na rotatória em frente ao Posto Shell, abaixo da entrada do estacionamento do Araguaia Shopping, na região da 44. A pauta inclui o fim da escala 6×1, a redução da jornada para 40 horas semanais sem corte de salário e a garantia de direitos para trabalhadores de aplicativos.
No resto do país, as manifestações não serão centralizadas, padrão adotado para evitar exposição do presidente a novo desgaste de imagem após a baixa adesão ao ato de Itaquera, em São Paulo, em 2024. Lula, pré-candidato à reeleição, não deve participar pelo segundo ano consecutivo. A exceção ficará por conta do Rio de Janeiro, com ato marcado para as 14h na praia de Copacabana.
A bandeira do fim da escala 6×1 tem aprovação de 71% dos brasileiros, segundo o Datafolha. Há duas semanas, o governo enviou ao Congresso um projeto que reduz a jornada para 40 horas semanais sem corte de salários, com tramitação mais rápida do que a PEC da escala 4×3, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O Planalto quer concluir a votação antes das eleições, o que coloca parlamentares em situação delicada, já que rejeitar o texto pode custar a reeleição de muitos deles.
A pressão foi intensificada pela deterioração da relação entre Executivo e Legislativo após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF, na quarta (29), e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, na quinta (30). “A classe trabalhadora está fungando no pescoço dos deputados para que a lei passe”, afirmou Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e pré-candidato a deputado federal pelo PT-SP.
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