Manaus – A falsificação de produtos é um problema presente em diversos setores da indústria, em especial na construção civil, e o mercado de fios e cabos elétricos de baixa tensão não é exceção. Como resultado, obras de residências e estabelecimentos comerciais acabam utilizando materiais fora das normas técnicas, o que aumenta significativamente o risco de instalações precárias e inseguras que se tornam vulneráveis a superaquecimento e acidentes.

(Foto: Ilustrativa – Freepik)
A Sil Cabos Elétricos, empresa líder nesse segmento, ressalta a sua preocupação com a adulteração de produtos vendidos no mercado sem nenhuma atenção com a norma técnica brasileira NBR 5410. Por isso, realiza um trabalho constante de conscientização sobre o tema para mostrar o que é preciso observar para não comprar ‘gato por lebre’.
Como se precaver?
De maneira geral, a Sil orienta que os consumidores redobrem a atenção na hora de comprar fios e cabos elétricos. Para minimizar riscos e evitar prejuízos, algumas medidas são fundamentais:
– Desconfie de anúncios de redes sociais que realizam vendas diretas;
– Escolha lojas (físicas ou online) com boa reputação;
– Exija a nota fiscal;
– Faça um comparativo de preços e suspeite de produtos ofertados por preços muito abaixo dos praticados no mercado.
Embalagem, etiqueta, visual e peso
Após a primeira leva de análises, a Sil Cabos Elétricos também descreve que é possível averiguar a falsificação através de características encontradas na própria embalagem. “Algumas cópias podem ser percebidas muito facilmente, até mesmo pelo consumidor. Entretanto, um profissional experiente é capaz de identificar um produto ilegítimo quase que prontamente. Digo isso, pois ele tem uma alta expectativa de ter em mãos um produto de plena autenticidade e qualidade”, Nelson Volyk, gerente de engenharia de produto da empresa.
Outra recomendação valiosa é averiguar e comparar o peso produto. “Muitos profissionais, só de levantar o rolo, já reconhecem que se trata de um produto falso”, descreve o especialista da Sil. Em geral, os itens falsificados são mais leves devido à redução da quantidade de cobre, chamado popularmente de cabo desbitolado, ou pela substituição do cobre por alumínio, mas pintado com a cor do cobre. “Nesse caso, além de desbitolado também é denominado como alucobre”, complementa.
Outra diferença é que os produtos de baixa qualidade costumam apresentar uma grossa camada de PVC para esconder a quantidade menor de cobre que oferecem.
O que acontece se a instalação for feita com um cabo fora de norma?
Além de vilão no consumo de energia, o material contribui para a sobrecarga elétrica, resultante do excesso de corrente em relação à capacidade do circuito. O disjuntor traz segurança à instalação impedindo que o circuito elétrico trabalhe em sobrecarga, todavia, o item foi especificado para a capacidade de corrente de um cabo de qualidade, não para um material irregular.
Isso acontece devido ao aquecimento do cabo desbitolado, resultante do efeito Joule – fenômeno físico que ocorre quando uma corrente elétrica passa por um condutor e encontra a resistência. Dessa forma, parte da energia é transformada em calor em função da movimentação dos elétrons, podendo ocasionar um curto-circuito.
“Os condutores elétricos falsificados não possuem o padrão de qualidade dos produtos genuínos da Sil, representando um risco real de sobrecarga, contas mais caras no final do mês, curtos-circuitos e o risco de incêndios, perigos graves para pessoas e edificações”, afirma Nelson.
Na prática
Para exemplificar a importância de utilizar fios e cabos de cobre de alta qualidade, a Sil promove demonstrações técnicas como o Teste de Sobrecarga, uma maleta compacta com uma câmera termográfica que evidencia a diferença entre um cabo produzido pela Sil e um produto fora de norma, que pode ser o desbitolado de cobre ou alucobre.
Ao ser submetido à uma elevada corrente elétrica, o condutor fora dos parâmetros legais esquenta rapidamente a tal ponto de derreter o material isolante. Ao contrário, a mesma corrente de sobrecarga no produto da Sil mantém seu isolamento sem quaisquer alterações.
Afinal, fios e cabos têm prazo de validade?
O especialista da Sil aponta que os condutores elétricos de baixa tensão possuem prazo de validade indeterminado. “Trata-se de artigos de vida útil longa, embora nenhuma norma técnica indique o tempo dessa longevidade”, aponta ele se referindo à ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e a IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional).
Entretanto, essa questão não pode ser vista de forma isolada: a validade é resultante de algumas variáveis, sendo o método de instalação um dos mais relevantes. Por isso, a contratação de profissionais qualificados para a instalação é condição sine qua non para a vida útil das instalações que, de forma geral, quando bem executados – podem passar de 30 anos.
No entanto, é importante realizar revisões, em intervalos definidos, para verificar a necessidade de trocas ou reparos, garantindo a segurança do imóvel.