Maio terá duas luas cheias e fenômeno de “microluas” no céu


O mês de maio de 2026 reserva um espetáculo duplo para os entusiastas da astronomia, com a ocorrência de duas luas cheias. A primeira, tradicionalmente conhecida como Lua das Flores, atinge seu ápice nesta sexta-feira (1º), coincidindo com o Dia do Trabalhador. O fenômeno marca o início de uma sequência de três “microluas”, período em que o satélite natural atinge o apogeu, sua maior distância em relação à Terra.

De acordo com dados da Nasa, a Lua estará a aproximadamente 401.017 quilômetros de distância, superando a média habitual de 384.399 quilômetros. Segundo Noah Petro, cientista do projeto Artemis III, a Lua já parecerá cheia aos olhos humanos 24 horas antes e depois do pico oficial. O astro surgirá no horizonte leste ao pôr do sol, atingindo o ponto mais alto à meia-noite.

A segunda lua cheia do mês ocorrerá no dia 31 de maio, antes do nascer do sol. Por ser a segunda do mesmo mês, ela recebe a denominação de “Lua Azul”, um evento que ocorre apenas sete vezes a cada 19 anos. Especialistas esclarecem que o nome é apenas uma expressão histórica para eventos raros e não indica uma mudança real na coloração do satélite, exceto em condições atmosféricas muito específicas envolvendo partículas de poeira ou fumaça.

Origem dos nomes e significado cultural

O apelido “Lua das Flores” tem raízes na tradição da tribo Comanche, em referência ao desabrochar da vegetação na América do Norte durante este período do ano, que marca o meio do caminho entre o equinócio de março e o solstício de junho. Outras culturas indígenas utilizam nomes como Lua do Morango ou Lua da Amora, associando o ciclo lunar ao auge da colheita de frutos silvestres.

Reflexos da missão Artemis

Este ciclo lunar é o primeiro desde a conclusão da missão Artemis II, que em abril de 2026 levou quatro astronautas em uma jornada de dez dias ao redor do lado oculto da Lua. A recomendação para os observadores locais é buscar locais afastados da poluição luminosa de postes e edifícios altos.

Segundo Petro, mesmo da Terra é possível observar crateras de impacto descritas pela tripulação, como a cratera Aristarco, mantendo viva a conexão entre o público e as recentes conquistas da exploração espacial.

Após os eventos de maio, o calendário astronômico de 2026 ainda prevê outras sete luas cheias, incluindo superluas nos meses de novembro e dezembro.

Confira o cronograma para o restante do ano:

  • 29 de junho: Lua de Morango
  • 29 de julho: Lua de Cervo
  • 28 de agosto: Lua do Esturjão
  • 26 de setembro: Lua do Milho
  • 26 de outubro: Lua do Caçador
  • 24 de novembro: Lua do Castor
  • 23 de dezembro: Lua Fria



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