Soldado Sampaio toma posse como governador interino de Roraima



Soldado Sampaio toma posse como governador interino de Roraima
Sessão de posse – Foto: Eduardo Haleks

O presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Soldado Sampaio (Republicanos), tomou posse como governador interino nesta quinta-feira, 30, em cerimônia no plenário da Casa.

A medida segue o que prevê a legislação eleitoral para casos de vacância nos cargos de governador e vice-governador.

Com isso, Sampaio assume o governo de forma temporária até a realização de novas eleições, que deverão ser convocadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR).

A mudança ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a cassação do governador Edilson Damião (União) e a inelegibilidade do ex-chefe do Executivo, Antonio Denarium (Republicanos). Eles foram condenados por abuso de poder político e econômico em um processo que analisou o uso de programas sociais de forma indevida durante as eleições de 2022.

Atualmente, empossado governador interino de Roraima, Soldado Sampaio pontuou que está pronto para disputar a eleição suplementar. “Não vou perder a oportunidade. Naturalmente vou conversar com o meu partido e com meus colegas deputados, mas há disposição da minha parte em disputar as eleições diretas ou indiretas, seja suplementar ou não”, destacou.

Entenda

A cassação da chapa eleita ao Governo de Roraima em 2022 tem como base uma série de decisões da Justiça Eleitoral que apontaram abuso de poder político e econômico durante as eleições daquele ano.

Conforme a Ação de Investigação Judicial (Aije), o então governador Antonio Denarium usou a estrutura do governo e recursos públicos para influenciar o resultado do pleito. O então vice, Edilson Damião, também foi atingido pelas decisões.

Ao todo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) cassou a chapa quatro vezes, sob acusação de compra de votos. Os políticos recorreram da decisão estadual e, dessa forma, levaram o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou o entendimento da instância estadual.

De acordo com os processos, o então governador Denarium criou e ampliou programas sociais em período vedado pela legislação eleitoral com o objetivo de obter vantagem na disputa.

Entre as medidas apontadas estão a distribuição de cestas básicas, concessão de cartões de crédito mensal de R$ 200 e reformas de moradias. Além disso, ele enviou R$ 70 milhões para os municípios onde os prefeitos declararam apoio à base governista, sob a justificativa de chuvas no interior.

A Justiça considerou os programas como o “Cesta da Família” e o “Morar Melhor” irregulares, já que a instituição deles aconteceu no próprio ano eleitoral. A legislação exige a antecedência de um ano.

Já o repasse milionário aos municípios ocorreu em junho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições. Conforme a investigação, Denarium enviou os recursos a cidades atingidas por chuvas cujos prefeitos haviam declarado apoio à reeleição do então governador.

Para a Justiça Eleitoral, o conjunto dessas ações comprometeu a igualdade de condições entre os candidatos, caracterizando desequilíbrio do pleito.

As irregularidades resultaram nas quatro cassações da chapa.

Fonte: Da Redação



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