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Manifestantes pró-taxa das blusinhas estenderam camiseta de 70 metros de largura e 70 de altura em frente ao Congresso
Manifestantes pedem para governo manter taxa das blusinhas (Foto: ABVTEX)
Com uma enorme camiseta estendida em frente ao Congresso Nacional, representantes da indústria têxtil e sindicatos patronais do varejo clamaram ao governo do presidente Lula, na quinta-feira (30), para que mantenha o imposto que ficou conhecido como ‘taxa das blusinhas’.
A taxa, que está em vigor desde junho de 2024, prevê a cobrança de 20% sobre importações em valor acima de 50 dólares. O governo federal está sendo pressionado a revê-la. Indústrias e o varejo argumentam que um eventual recuo beneficiaria fabricantes estrangeiros.
“Enquanto empresas brasileiras enfrentam uma carga tributária sobre o custo da mercadoria que pode chegar a 90% ao longo da cadeia, plataformas estrangeiras operam com cerca de 45%, mesmo após a implementação da taxa”, diz Edmundo Lima, diretor-executivo da ABVTEX.
A camiseta estendida em frente ao Congresso tem 70 metros de largura por 90 de altura e está estampada com a frase: “Se baixar imposto para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”.

O protesto também chama atenção para o fato de que Estados Unidos, México, Turquia e membros da União Europeia já tributam as plataformas onlines, protegendo a economia local.
Mais sobre a lei
A lei sancionada acaba com a isenção de imposto de importação que atualmente beneficia lojas online conhecidas, como Shopee, Shein e AliExpress. Hoje, os produtos de até US$ 50 vendidos nesses sites já são taxados pelo ICMS, que é estadual e tem alíquotas que variam entre 17% e 19%.
A taxação é motivo de divergência dentro da base de apoio do presidente Lula na sociedade. Aliados na ala política também apontam que a medida é impopular, já que afeta compras feitas por milhares de pessoas.
A taxa dessas compras é defendida pela indústria nacional, que vê atualmente uma competição desigual com os produtos internacionais que são importados sem cobrança de tarifa.