INVESTIGAÇÃO
Idoso fez transferências acreditando na liberação de valores judiciais
Servidor público perde quase R$ 500 mil após criminosos se passarem por advogado em ação trabalhista (Foto: Freepik)
Um servidor público de 64 anos, morador de Goiânia, perdeu cerca de R$ 500 mil após cair no chamado “golpe do falso advogado”. O homem é uma das vítimas de um grupo criminoso investigado por acessar dados de processos públicos e, se passando por advogados, solicitarem pagamentos de forma indevida. Os suspeitos foram alvo de uma operação da Polícia Civil de Goiás nesta quarta-feira (29).
O idoso acreditava estar em contato com o próprio advogado em uma ação trabalhista. Em entrevista à TV Anhanguera, o filho contou que no decorrer das conversas com os criminosos, o pai realizou transferências em valores fracionados de R$ 30 a R$ 60 mil. O prejuízo total se aproximou de meio milhão de reais. “Acabou com tudo, o dinheiro que ele juntou a vida todinha foi para eles. Quase quinhentos mil reais”, contou o rapaz que preferiu não ser identificado.
Ainda segundo o filho da vítima, os criminosos se passaram por advogados do escritório de advocacia do qual o servidor é cliente. De acordo com o relato, os investigados sabiam sobre questões pessoais, como problemas de saúde da vítima, o que reforçou a confiança e facilitou a aplicação do golpe.
As investigações apontam que os envolvidos utilizavam informações públicas para identificar possíveis alvos e, depois, faziam contato por aplicativos de mensagem. Com fotos de advogados reais e linguagem técnica, simulavam atendimento profissional e informavam sobre a suposta liberação de valores judiciais.
No entanto, para que o valores das ações fosse depositado, alegavam que era necessário o recebimento de pagamentos antecipados de taxas inexistentes.

O grupo atuava a partir de cidades do Ceará, como Fortaleza, Caucaia e Pacatuba. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão temporária e 14 de busca e apreensão.
A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 500 mil em bens e valores ligados aos investigados, visando ao ressarcimento das vítimas. Eles podem responder por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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