Uma operação estratégica de contenção e análise técnica mobilizou o Governo do Acre nesta terça-feira, 28, no município de Jordão. O objetivo central é mitigar os impactos gerados pelo naufrágio de uma balsa carregada de combustível, ocorrido na madrugada do último dia 24. Equipes multidisciplinares da Sema, Sesacre e Sepi foram deslocadas para a região para assegurar o monitoramento hídrico e a proteção direta das populações afetadas.
Perícia hídrica e contenção da fonte
Técnicos da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) deram início a uma série de coletas de amostras de água em trechos estratégicos do rio. A análise laboratorial busca detectar a presença de material em suspensão e definir a extensão do rastro de contaminação. Segundo o secretário Leonardo Carvalho, a prioridade é blindar a biodiversidade local e fornecer dados precisos para o relatório técnico detalhado.


Profissionais da saúde orientam ribeirinhos sobre os perigos do contato direto com o combustível na água/ Foto: Emanoel Farias/Sema
No local do incidente, a balsa já está em processo de remoção pela empresa responsável, e o derramamento foi oficialmente interrompido. Paralelamente, o capitão-tenente Cruz, da Capitania Fluvial, colhe evidências para o procedimento administrativo que investigará as causas do acidente aquaviário.
Alerta de saúde e assistência indígena
Na frente da saúde, a Sesacre monitora rigorosamente possíveis casos de intoxicação por inalação de vapores de diesel. A chefe de vigilância, Débora dos Santos, confirmou que as unidades de saúde locais estão sob aviso desde o último sábado.
O impacto sobre os povos originários também é uma preocupação central da gestão. A secretária Francisca Arara destacou que a ordem da governadora Mailza Assis é garantir a segurança alimentar e o acesso à água potável para as aldeias da região, que já sofrem com outros extremos climáticos.
Gestão e Parceria Municipal
A resposta ao desastre também envolveu o alinhamento político entre o Estado e a Prefeitura de Jordão. O prefeito Naudo Ribeiro enalteceu a agilidade no envio das equipes estaduais, reforçando que a transparência e a união entre os entes federados são as chaves para evitar um agravamento da crise ambiental no interior.