O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu a proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, com o fim da escala 6×1, e afirmou que a medida busca ampliar direitos e melhorar a qualidade de vida da população.
A declaração foi dada durante agenda em Rio Branco, onde o ministro destacou o envio da proposta ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Vocês todos estão acompanhando o tema do fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho. O presidente Lula teve a coragem de mandar para o Congresso Nacional a redução com pelo menos dois dias de folga na semana e o máximo de 40 horas semanais sem redução de salário”, afirmou.
Boulos ressaltou que a discussão sobre a jornada de trabalho não passa por mudanças há décadas. “Gente, faz 38 anos que não se reduzia a jornada no Brasil, desde a Constituição de 1988. E o povo trabalhador precisa ter tempo”, disse.
Durante a fala, o ministro relacionou a proposta à realidade social enfrentada por trabalhadores, especialmente mulheres. “As mulheres trabalhadoras, o Acre está com o número enorme de violência contra a mulher, um dos maiores do Brasil, um número altíssimo de feminicídio”, afirmou.
Segundo ele, a ampliação do tempo de descanso também tem impacto social. “Garantir que a mulher trabalhadora do Acre, de todo o Brasil, tem os seus dois dias de descanso, que o homem trabalhador tem os seus dois dias de descanso”, declarou.
Boulos também mencionou ações do governo federal voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. “O presidente Lula lançou o pacto contra o feminicídio para poder olhar para essas mulheres, não deixar elas na mão, não deixar para trás”, disse. “Violência contra a mulher é uma coisa inadmissível, que o Brasil não tolera mais, o governo do presidente Lula não tolera”, completou.
Ao abordar o cenário político, o ministro afirmou que a proposta enfrenta resistência. “O governo do Lula tem lado, e é por isso que muita gente ataca o Lula, por isso que muita gente inventa mentiras sobre o Lula”, declarou. “Esse lado é o do povo trabalhador”, concluiu.