O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu nesta quarta-feira (29), em Rio Branco, a proposta de redução da jornada de trabalho no Brasil, com o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um de descanso.
A declaração foi feita durante coletiva de imprensa antes da abertura do programa Governo do Brasil na Rua. Ao abordar o tema, Boulos associou a medida à ampliação de direitos trabalhistas e à melhoria da qualidade de vida da população.
“Vocês todos estão acompanhando o tema do fim da escala 6×1, com a redução da jornada de trabalho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve a coragem de mandar para o Congresso Nacional a proposta de garantir pelo menos dois dias de folga na semana e o máximo de 40 horas semanais, sem redução de salário”, afirmou.
O ministro destacou que o debate sobre a jornada de trabalho não sofre alterações significativas desde a Constituição Federal de 1988. “Faz 38 anos que não se reduzia a jornada no Brasil. O povo trabalhador precisa ter tempo, precisa ter dignidade”, disse.
Durante a fala, Boulos relacionou a proposta à realidade social enfrentada por trabalhadores, especialmente mulheres. Ele citou dados de violência no Acre para defender a importância de mais tempo de descanso.
“As mulheres trabalhadoras, especialmente aqui no Acre, enfrentam um cenário muito difícil. O estado tem índices altos de violência contra a mulher e feminicídio. Garantir dois dias de descanso também é garantir mais tempo, mais proteção, mais qualidade de vida”, declarou.
O ministro também mencionou ações do governo federal voltadas ao enfrentamento da violência de gênero, como o pacto nacional contra o feminicídio. “Violência contra a mulher é inadmissível. O Brasil não tolera mais isso, e o governo não vai deixar essas mulheres para trás”, afirmou.
Boulos reforçou que a proposta de redução da jornada está alinhada à trajetória política do presidente Lula, que, segundo ele, tem histórico de atuação em defesa dos trabalhadores.
“O presidente Lula sempre esteve ao lado do povo trabalhador. Desde quando começou no movimento sindical, lutando por melhores salários e condições de trabalho, até agora, no terceiro mandato, garantindo novos direitos”, disse.
Ele também afirmou que a medida enfrenta resistência política. “É por isso que muita gente ataca o Lula, que inventa mentiras. Porque quando se garante direito ao trabalhador, isso incomoda setores que não querem dividir”, declarou.
Ao encerrar a fala, Boulos demonstrou confiança na continuidade das políticas voltadas à classe trabalhadora. “Eu confio muito no povo brasileiro. Confio que o povo está vendo as coisas de forma diferente e que vai continuar apostando em um projeto que garante direitos e melhora a vida das pessoas”, afirmou.