A empresa Ricco Transportes divulgou, na manhã desta quarta-feira (29), uma nota pública em que rebate acusações relacionadas à tentativa de retirada de uma carreta carregada com peças do estado do Acre, episódio ocorrido na noite anterior em Rio Branco.
No comunicado, a empresa afirma que não houve qualquer tentativa de “blindagem” de patrimônio e classifica as informações divulgadas como “distorcidas”. “De forma clara e objetiva: NÃO EXISTE QUALQUER TIPO DE ‘BLINDAGEM’. Trata-se de um procedimento normal da empresa, relacionado ao envio de materiais para conserto”, diz um dos trechos da nota.
A Ricco sustenta que a movimentação de peças e equipamentos faz parte da rotina operacional e ocorre há anos. “Essa movimentação sempre foi realizada ao longo dos 4 anos de operação da empresa, sendo de total conhecimento do sindicato”, afirma. A empresa também argumenta que a prática é necessária devido à dificuldade de obtenção de determinadas peças na região, o que exigiria envio para manutenção fora do estado.
Entenda o caso:
A nota ainda critica o que chama de “narrativas distorcidas” e acusa o sindicato de agir com motivação política. “O que de fato causa preocupação é o uso desse tipo de situação para criar narrativas distorcidas, realizando uma politicagem sindical suja e barata em mês de eleição”, declarou.
A acusação de tentativa de “blindagem”, no entanto, não foi feita pelo ac24horas, mas sim pelo advogado do SINTTPAC, Renato Tavares, que relatou que a carreta transportava peças de alto valor e que a retirada de bens poderia comprometer o pagamento de débitos trabalhistas.
O caso ganhou repercussão após a Polícia Militar interceptar o veículo, que seguia em direção à saída do estado, em possível descumprimento de decisão da Justiça do Trabalho que proibiu a retirada de veículos da empresa do Acre e determinou medidas para preservar o patrimônio da concessionária.
Antes da publicação da primeira matéria sobre o episódio, o ac24horas informa que tentou contato com a empresa por meio do canal de atendimento divulgado pela própria Ricco, mas não obteve resposta até o fechamento do conteúdo.
A manifestação pública desta quarta-feira ocorre em meio à escalada da crise no transporte coletivo da capital, marcada por paralisação total dos ônibus, atrasos salariais, repasse emergencial de recursos pela prefeitura e decisões judiciais que impõem restrições à empresa. O novo posicionamento da Ricco amplia o embate entre a concessionária e o sindicato, enquanto o sistema segue sob pressão e escrutínio público.
Veja a nota na íntegra:
Primeiramente, é lamentável que um canal sério como o @ac24horas esteja divulgando informações de forma distorcida, gerando interpretações equivocadas e preocupação desnecessária à população e aos funcionários.
De forma clara e objetiva: NÃO EXISTE QUALQUER TIPO DE “BLINDAGEM”. Trata-se de um procedimento normal da empresa, relacionado ao envio de materiais para conserto – algo que ocorre conforme a necessidade da empresa.
Da mesma forma que a carreta na semana passada trouxe materiais que já estão sendo utilizados, a mesma estava retornando com material para conserto, sendo inclusive utilizado os próprios motoristas disponível na empresa para realizar o traslado.
Essa movimentação sempre foi realizada ao longo dos 4 anos de operação da empresa, sendo de total conhecimento do SINDICATO. Essa prática acontece, inclusive, devido à dificuldade de aquisição de determinadas peças na região que torna necessário o envio para manutenção fora.
O que de fato causa preocupação é o uso desse tipo de situação para criar narrativas distorcidas, realizando uma politicagem sindical suja e barata em mês de eleição, o que acaba prejudicando não só a empresa, mas também a população.
Vale ressaltar que esse tipo de posicionamento mais agressivo surgiu após questionamentos feitos a atual gestão do sindicato, o que levanta sérias dúvidas sobre as reais motivações por trás dessas acusações.
A POPULAÇÃO MERECE INFORMAÇÕES CLARAS, VERDADEIRAS E RESPONSÁVEIS.