Egito – Em passagem pelo Egito, um criador de conteúdo registrou em um ponto turístico, hieróglifos semelhantes a um espermatozóide e acabou confundindo com a explicação da escrita antiga. De acordo com a informação, há 2.500 os egípcios já conheceriam a estrutura de um espermatozóide.

(Foto: Reprodução / Instagram @reservaspradois)
“Como que explica, há 2.500 anos atrás os egípcios já conhecerem a estrutura do espermatozóide, sendo que a microcospia só foi inventada em 1530 depois de Cristo! Quem explica isso?!”, afirma o influenciador do canal @reservapradois.
No comentário, o arqueólogo Julián Alejo Sanchez, que mora e escava no Egito, esclareceu que na escrita não há nada de biologia avançada, é só um sinal de pureza que aparece em milhares de outras inscrições e nunca teve conotação reprodutiva.
“O que as pessoas confundem com um espermatozoide, com cabeça e cauda, é na verdade o hieróglifo F17 da lista de Gardiner, que representa exatamente um vaso vertendo água junto com um corno bovino, símbolo padronizado de purificação. Como a cena mostra Alexandre o Grande (como faraó) oferecendo ao deus Amon-Min uma purificação ritual com natrão, o hieróglifo está ali escrevendo a palavra wab (“puro”), e a tal “cauda” é apenas o fluxo da água representada saindo do vaso, que, por uma coincidência gráfica e talvez uma pitada de malícia do artista, foi posicionada perto do falo do deus, gerando essa ilusão de ótica que muita gente transforma em anacronismo sensacionalista”, afirma o arquólogo.
Mas, mesmo com a explicação, nos comentários ainda houve quem questionasse.
“Jamais saberemos o que queimou na Biblioteca de Alexandria, sendo assim, é bem possível que eles já tinham conhecimento de coisas que a civilização só veio a (re)descobrir séculos depois! 😉”, diz um comentário.
Veja vídeo: (Reprodução / Instagram @reservaspradois)