O dólar encerrou esta segunda-feira (27) em queda, cotado a R$ 4,9827, mantendo-se abaixo do nível de R$ 5,00 pela segunda sessão consecutiva. O movimento foi sustentado pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional, mesmo em um ambiente externo de cautela.
Segundo especialistas, a valorização do petróleo, impulsionada pelo impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, tende a favorecer moedas de países exportadores da commodity, como o Brasil, o que ajuda a explicar o fortalecimento do real.
Enquanto o câmbio apresentou leve recuo, a Bolsa brasileira seguiu em trajetória de queda. O Ibovespa recuou 0,61% e fechou aos 189.578 pontos, acumulando a quarta baixa consecutiva. O desempenho foi pressionado principalmente por ações do setor de construção civil.
O movimento está ligado a preocupações com possíveis impactos de medidas do governo, como a possibilidade de uso de recursos do FGTS para abatimento de dívidas, o que pode afetar empresas ligadas ao crédito e ao consumo.
No cenário externo, o petróleo avançou mais de 2% e voltou a superar os US$ 100 o barril, diante das incertezas no Oriente Médio e das dificuldades nas negociações de paz.
Especialistas apontam que o mercado também opera em compasso de espera pelas decisões de política monetária previstas para esta semana. No Brasil, a expectativa é de novo corte moderado da taxa Selic. Já nos Estados Unidos, a tendência é de manutenção dos juros, com atenção voltada à inflação, especialmente nos preços de energia.
Apesar da queda do dólar no dia, analistas observam que o fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa perdeu força nas últimas semanas, o que ajuda a explicar a sequência negativa do Ibovespa após recordes recentes.
A avaliação é de que, no curto prazo, o câmbio deve seguir sensível ao cenário internacional, enquanto a Bolsa tende a reagir tanto a fatores externos quanto a incertezas no ambiente doméstico.
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