O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira (27) com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, no Palácio da Alvorada, em Brasília. O encontro acontece em um momento estratégico, às vésperas da votação que analisará a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
A expectativa do governo é garantir pelo menos 41 votos favoráveis no Senado, número mínimo necessário para aprovar o nome indicado ao STF. A votação está prevista para ocorrer após a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa obrigatória do processo.
Nos bastidores, aliados de Jorge Messias trabalham para ampliar o apoio político. A articulação inclui interlocução com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, considerado peça-chave na condução do processo.
O senador Weverton Rocha é citado como possível ponte entre Messias e Alcolumbre, reforçando o esforço do governo para consolidar votos e evitar surpresas durante a análise.
Além da reunião com Jaques Wagner, Lula também se encontrou com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A agenda ocorre dias após o presidente elogiar medidas adotadas pela corporação em relação a autoridades estrangeiras no Brasil.
Como funciona a indicação ao STF
Para assumir uma cadeira no Supremo, o indicado passa por duas etapas no Senado:
- Sabatina e votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ);
- Votação no plenário, onde precisa do apoio da maioria absoluta (41 dos 81 senadores).
Caso aprovado, o nome é oficializado e o indicado toma posse como ministro da Corte.
A movimentação desta semana é vista como decisiva para o governo, que busca consolidar sua base e garantir a aprovação sem grandes resistências.
Fonte: Correio Braziliense