Acre fortalece combate à malária e Brasil atinge menor índice de casos em 46 anos


O Acre e os demais estados da Região Amazônica celebram o Dia Mundial de Luta contra a Malária, neste 25 de abril, com indicadores históricos.

Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos da doença desde 1979, consolidando uma redução de 15% em relação ao ano anterior.

No cenário local, o avanço é impulsionado pela modernização do diagnóstico e pela oferta de tratamentos inovadores, essenciais para uma região onde a malária ainda é um desafio de saúde pública.

A grande aposta para acelerar a eliminação da doença no estado é o acesso à tafenoquina, medicamento que o Brasil foi o primeiro do mundo a oferecer no sistema público. Desde março de 2026, a rede estadual passou a contar com a formulação pediátrica do remédio, focada no tratamento de crianças.

Essa medida é estratégica para o Acre, que possui uma vasta população em territórios de difícil acesso e comunidades indígenas, onde o diagnóstico rápido e a cura completa são fundamentais para interromper o ciclo de transmissão do mosquito Anopheles.

Diagnóstico e tratamento no Estado

Apesar da melhora nos números, as autoridades alertam que o Acre permanece em uma área prioritária. A principal estratégia para os municípios acreanos continua sendo o diagnóstico oportuno:

  • Testes Rápidos: Ampliação da oferta em regiões remotas para que o tratamento comece em menos de 24 horas.

  • Tratamento Gratuito: O SUS garante medicação ambulatorial para casos leves e hospitalização para infecções graves, geralmente causadas pelo Plasmodium falciparum.

“A eliminação da malária exige vigilância permanente e inovação. Seguimos mobilizados para ampliar o acesso ao tratamento nas áreas mais vulneráveis”, destacou Mariângela Simão, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente.

Sintomas e prevenção

No Acre, os sintomas comuns — como febre, calafrios e dores no corpo — podem ser confundidos com outras doenças tropicais. Por isso, a orientação para os moradores de áreas rurais e urbanas é procurar a unidade de saúde ao primeiro sinal de mal-estar.

Como se proteger no Acre:

  • Uso de mosquiteiros e repelentes.

  • Instalação de telas em portas e janelas.

  • Limpeza de áreas alagadas e drenagem de criadouros próximos a residências.

Com a redução de 28% nos óbitos em nível nacional, o esforço coordenado entre o estado e o governo federal busca transformar o Acre em um território livre da doença, garantindo segurança e saúde para as populações ribeirinhas e urbanas.

O tratamento é simples, eficaz e oferecido gratuitamente em todas as unidades de saúde do estado do Acre. Se você esteve em área de mata ou beira de rio e apresenta febre, procure ajuda médica imediatamente.

Com informações do Ministério da Saúde



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