Analista explica causas do maior número de mulheres na população brasileira – Diário do Amapá


 

Douglas Lima
Editor

 

Ao comentar os dados mais recentes do IBGE, que confirmam que o Brasil possui uma população majoritariamente feminina, o analista Adrimauro Gemaque destacou que a violência e fatores sociais são determinantes para esse cenário.

 

Em entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9), neste sábado, 25, Adrimauro explicou que, embora o nascimento de homens seja estatisticamente superior, a maior presença de mulheres é uma tendência global, enquanto ocorre uma exposição maior de homens a riscos. O grupo masculino é o mais afetado pela violência urbana, especialmente na faixa etária entre 17 e 24 anos.

 

 

“São registros históricos; os homens morrem menos por causas naturais do que as mulheres”, afirmou o analista. Ele também apontou o isolamento social como um fator relevante: em casos de divórcio, é comum que os filhos permaneçam com a mãe, deixando o homem em uma situação de maior vulnerabilidade social. Além disso, a expectativa de vida feminina é superior, resultando em um maior número de viúvas em relação a viúvos. “Em casais idosos, geralmente o homem morre primeiro”, constatou.

 

Sobre as consequências a longo prazo, Adrimauro alertou para a redução da força de trabalho. Esse fenômeno, somado à baixa taxa de natalidade, pode gerar impactos severos na economia e na previdência nos próximos 15 anos. Com o envelhecimento da população e a redução de homens em idade produtiva, o custo social recairá sobre uma base menor de trabalhadores ativos.

 

O analista também provocou uma reflexão sobre a ocupação de espaços de poder. Mesmo sendo maioria na sociedade e possuindo maior escolaridade, as mulheres seguem representando um número insignificativo em cargos de liderança.

 

 

“O Amapá é um exemplo de muitas mulheres na Polícia Militar e nas escolas, mas isso é fruto de aprovação em concurso, quando não há a indicação política. No Brasil, quantas ministras existem? Como mudar isso em um país machista? Onde elas estão? Elas precisam de um espaço de poder”, provocou.

 



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