Acre lidera queda de casos de malária na Amazônia Legal no primeiro trimestre de 2026


O Acre registrou a maior redução de casos de malária entre os estados da Amazônia Legal no primeiro trimestre de 2026. Os dados, divulgados pelo governo do Acre neste sábado (25), apontam queda de 65,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de 1.249 registros para 432. O desempenho reforça uma tendência que já se consolidava em 2025, quando o estado liderou a redução regional com 38,9%.

O secretário de Estado de Saúde, José Bestene, atribuiu o resultado ao trabalho das equipes e à orientação política da governadora Mailza Assis. “Este resultado é reflexo de um esforço permanente das nossas equipes e de uma política pública orientada por evidências. Seguimos determinação da governadora Mailza Assis de fortalecer a rede de atenção à saúde, garantindo acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno, principalmente nas áreas mais vulneráveis. Neste Dia Mundial de Luta contra a Malária, reafirmamos nosso compromisso de seguir avançando na proteção da vida da população acreana”, afirmou.

Segundo o responsável pelo Programa Estadual de Controle da Malária, Júnior Mota Pinheiro, o avanço decorre de investimentos técnicos contínuos. “A malária exige vigilância constante e resposta rápida. Temos investido na capacitação das equipes, no monitoramento ativo dos casos e na ampliação do diagnóstico oportuno. Isso permite agir com precisão, reduzir a transmissão e garantir que o paciente receba o tratamento no tempo adequado”, explicou.

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) conduz as ações em parceria com os municípios, com atuação direta nos territórios. Entre as estratégias adotadas estão o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a ampliação da testagem em áreas estratégicas e a descentralização do atendimento, medidas que aproximaram o diagnóstico e o tratamento das comunidades e contribuíram para interromper a cadeia de transmissão.

A pasta também intensificou ações preventivas junto à população, como o uso de mosquiteiros, repelentes, roupas de proteção e instalação de telas em portas e janelas. Apesar dos resultados positivos, a Sesacre reforça que o controle da doença depende da continuidade das ações e do engajamento coletivo, com foco na redução sustentável dos casos e na melhoria da qualidade de vida da população acreana.​​​​​​​​​​​​​​​​



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