Um funcionário do governo dos Estados Unidos, identificado como Michael Myers, deixou o território brasileiro nesta quarta-feira (23) após o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) adotar medidas de reciprocidade diplomática. Myers atuava junto à Polícia Federal (PF) em um acordo de cooperação para troca de informações e inteligência. A saída do servidor foi confirmada por fontes do governo norte-americano e pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O princípio da reciprocidade foi aplicado após o governo de Donald Trump ordenar que um delegado brasileiro, que atuou nas investigações envolvendo Alexandre Ramagem, deixasse os Estados Unidos. Em resposta, o Brasil cancelou o visto de Myers e retirou suas credenciais de atuação. Além dele, um segundo funcionário norte-americano teve o acesso às instalações da PF suspenso temporariamente, embora este ainda permaneça no país.
Procedimento Diplomático
De acordo com o diretor da PF, a determinação para o retorno de Myers aos Estados Unidos foi comunicada de forma verbal, espelhando o procedimento utilizado pelas autoridades norte-americanas no caso do delegado brasileiro. “Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno pelo MRE”, explicou Andrei Rodrigues em entrevista à GloboNews. O servidor Myers optou por antecipar sua saída antes de ser formalmente instado a sair.
Apesar do impasse diplomático, a cúpula da Polícia Federal afirmou que o acordo de cooperação entre as instituições de segurança dos dois países permanece em vigor. A expectativa das autoridades brasileiras é de que o episódio seja tratado como um fato isolado e que o fluxo de intercâmbio de informações seja normalizado em breve. O Itamaraty reforçou que a medida visa manter o equilíbrio nas relações internacionais, garantindo que ambos os Estados recebam tratamento igualitário.



