O Ministério Público do Estado do Acre deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Combustível Zero, que mirou um posto da rede Bem-Te-Vi localizado na Rua Floriano Peixoto, no centro de Rio Branco. O estabelecimento, popularmente chamado de “posto da Federal”, fica em uma área de grande circulação.
A ação foi coordenada pela Promotoria de Justiça Especializada no Combate à Evasão Fiscal, com apoio do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e mobilizou uma força-tarefa envolvendo o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), o Procon, a Sefaz/AC, o Ipem e a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (Defaz).
Segundo as investigações, o local não era apenas um ponto de venda de combustíveis, mas um possível elo de um esquema mais amplo. Há indícios de prática deliberada de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com valores que podem ultrapassar R$ 1 milhão desviados dos cofres públicos.
Durante a operação, foram lavrados autos de infração tributária e apreendidas máquinas de cartão de crédito que, conforme apurado, poderiam estar sendo utilizadas para driblar a fiscalização estadual, um mecanismo que, se confirmado, reforça a tese de atuação organizada.
A ação é tratada como desdobramento direto da operação realizada em novembro do ano passado, quando o MPAC, em conjunto com diversos órgãos de fiscalização, já havia cumprido mandados de busca e apreensão em postos da mesma rede em Rio Branco. Na ocasião, ao menos três estabelecimentos foram alvo de medidas judiciais, com apreensão de materiais destinados a subsidiar investigações sobre possíveis fraudes fiscais e irregularidades no setor.
Relembre a operação anterior: Postos da rede BTV em Rio Branco são alvos de busca e apreensão em operação do MP
À Agência de Notícias do Ministério Público do Acre, o promotor de justiça Daisson Gomes Teles destacou que a ofensiva busca interromper uma prática considerada recorrente no estado. “O intuito da operação é combater e inibir essa prática aqui no estado, de forma a fechar o cerco a esse grupo que atua aqui no município de Rio Branco. Mais à frente vamos ajuizar as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os autores e recuperar os recursos que foram desviados do Estado”, afirmou.
Com informações da Agência de Notícias do Ministério Público do Acre.