Moradores da comunidade Baixo Rio Acurauá, localizada em Tarauacá, no interior do Acre, denunciaram o descarte irregular de bois e vacas mortos no rio que abastece a região. Segundo relatos, os animais são jogados diretamente na água, que é utilizada pelas famílias para consumo e higiene diária.
A situação preocupa pela falta de alternativas na localidade. Sem acesso a um sistema de abastecimento de água tratada, os moradores dependem exclusivamente do rio para atividades básicas, o que aumenta o risco de contaminação e de doenças.
De acordo com uma moradora, o problema não é pontual e já teria ocorrido outras vezes. Ela relata que a presença de animais em decomposição dentro do rio compromete a qualidade da água e causa insegurança entre as famílias que vivem na comunidade.
Imagens registradas no local mostram uma carcaça parcialmente submersa em meio à água barrenta, além de troncos e sedimentos às margens, cenário que pode se agravar durante o período de cheia dos rios na região. A decomposição de animais dentro da água favorece a proliferação de microrganismos nocivos, como bactérias e parasitas.
Vale destacar que, especialistas alertam que o consumo de água contaminada pode causar doenças gastrointestinais, infecções e outros problemas de saúde, principalmente em comunidades que não possuem acesso a tratamento adequado.
Além dos impactos à saúde, o descarte irregular também representa infração ambiental. A legislação brasileira proíbe o lançamento de resíduos orgânicos em corpos d’água sem tratamento, especialmente quando há risco à população.
O isolamento da comunidade dificulta o acesso a serviços básicos e também a fiscalização. Em regiões ribeirinhas do Acre, a ausência de estrutura adequada contribui para a repetição de práticas irregulares, como o descarte de animais mortos em rios e igarapés.
Moradores pedem providências urgentes dos órgãos responsáveis, como a Vigilância Sanitária e entidades ambientais, para apurar o caso e evitar novos episódios. Eles também cobram medidas que garantam acesso à água potável, reduzindo a dependência do rio em condições inadequadas.
Até o momento, não há informações oficiais sobre a origem dos animais ou sobre possíveis responsáveis pelo descarte.