São Paulo – A cantora Anitta reafirmou seu poder de mobilização global nesta semana com o lançamento de seu mais novo álbum, “EQUILIBRIVM”. O projeto não apenas estreou em primeiro lugar no Spotify, registrando 8,2 milhões de reproduções em apenas 24 horas, mas também acendeu debates nas redes sociais ao mergulhar profundamente nas raízes religiosas da artista.

(Foto: Reprodução Instagram @anitta)
O álbum inaugura uma proposta visual ambiciosa, dividida em quatro capítulos que exploram a espiritualidade de forma cronológica. Após o lançamento de “Despacho”, a cantora acaba de liberar o clipe de “Capítulo II – Fé e Festa”, onde une o cenário de um paredão de funk a elementos sagrados do Candomblé.
O cronograma de lançamentos visuais já está com o lancamento do Capítulo III – Deus Mãe na próxima terça-feira (28). Já o Capítulo IV – Renascimento está programado para o dia 7 de maio.
“EQUILIBRIVM” é descrito como uma jornada de autoconhecimento. A produção utiliza uma estética rica em simbologias, incluindo a jogada de búzios, o galo de Exu e a encruzilhada — elemento que, na tradição de matriz africana, representa o ponto de conexão entre o mundo físico e o espiritual.
Além das referências ao Candomblé e pontos de Umbanda, o disco abraça o pluralismo religioso com mantras budistas e rituais indígenas. Atualmente, o álbum conta com 15 faixas, mas Anitta já confirmou que esta é apenas a primeira parte de um projeto maior.
A sonoridade do disco reflete a busca pelo equilíbrio sugerida no título. Entre as colaborações, destacam-se a banda de reggae Ponto de Equilíbrio e a dupla Emanazul, expoentes da chamada “música medicina”, focada em frequências sonoras para meditação e cura.
Embora a estética religiosa tenha gerado reações mistas e comentários conservadores na internet.
“Que energia pesada”, disse uma seguidora.
“Deus é mais”, disse outra.
“Parece um ritual satânico”, comparou outro.
Os números mostram que a estratégia de Anitta de expor sua fé de forma artística foi um sucesso comercial. O projeto consegue equilibrar a “batida de rua” do funk com letras que funcionam como orações e manifestos espirituais, consolidando uma nova fase na carreira da “Girl from Rio”.
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