Moradores do Quixadá denunciam 8 anos sem manutenção em ramal e cobram poder público


Moradores e produtores rurais do Ramal Oriente, na região do Sítio Histórico Quixadá, em Rio Branco, denunciaram, nesta segunda-feira (20), o abandono de cerca de 9 km de ramal e 23 km de via asfaltada sem manutenção há oito anos. A situação, registrada em vídeo por um morador da comunidade, expõe estradas tomadas pelo mato. Ele também relata pontes e bueiros em colapso, ausência de escoamento e sistema de drenagem, além de uma via asfaltada reduzida a buracos.

Segundo Jorge da Silva Ferreira, presidente da comunidade da região Quixadá Oriente, o ramal abriga cerca de 100 famílias e se estende da cidade cenográfica até o Limoeiro. Ele relatou que os próprios moradores realizam mutirões periódicos de roçagem, com recursos próprios para manter o mínimo de condições de tráfego. “Isso porque a gente faz o mutirão, de três em três meses, dois em dois meses, faz mutirão cada um com suas roçadeiras, com suas gasolinas e fazendo roçagem para estar ainda nessa situação de a gente andar”, afirmou.

A comunidade também relatou que estudantes, cadeirantes e pessoas com deficiência visual utilizam o ramal no cotidiano, e que trechos com barrancos aumentam o risco de acidentes. O ônibus que atendia a linha deixou de circular pela região diante das condições da estrada. Além da infraestrutura, os moradores apontaram o abandono do Sítio Histórico Quixadá, que já abrigou um museu de arte, restaurante, pousadas e atraía visitantes de outras regiões e turistas estrangeiros. O posto de saúde local também está desativado.

O Sítio Histórico Quixadá ficou conhecido por ter sido cenário da minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes”, exibida pela TV Globo em 2007. O local chegou a receber 150 visitantes por fim de semana. Atualmente, a estrutura se encontra deteriorada, sem intervenção do poder público. Moradores pedem a reativação do espaço, que consideram uma fonte de geração de emprego e renda para a comunidade.​​​​​​​​​​​​​​​​

O problema não é recente. Em 2022 o ac24horas procurou o governo do estado. Apesar do completo estado de abandono, o governo afirmou, na época, que tinha intenção de revitalizar o local. “O governo do Acre, por meio da Fundação Elias Mansour, estuda a viabilidade da revitalização do espaço onde existem construções que relembram momentos históricos do estado. Na região, é necessário também melhorias na infraestrutura de acesso e de segurança. Assim que o estudo for concluído, a FEM deverá apresentar um plano de ação para recuperação do Quixadá”, disse a assessoria do governo. Segundo moradores, nenhuma medida ou diálogo foi estabelecido pelo poder público.

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