Turistas alertam para presença de piranhas em lago de Caldas Novas


ATENÇÃO

Turistas divulgam relatos de piranhas nas áreas rasas do lago Corumbá, em Caldas Novas. Bombeiros reforçam recomendação

Turistas alertam para presença de piranhas em lago de Caldas Novas (Foto: Reprodução)

Turistas alertam para presença de piranhas em lago de Caldas Novas (Foto: Reprodução)

Circulam nas redes sociais vídeos e fotos que chamam atenção para presença de piranhas no lago Corumbá, em Caldas Novas. “Para quem gosta de entrar no lago, cuidado!”, avisa uma turista que estava pescando no local no último domingo (19).

Ao Mais Goiás, o Corpo de Bombeiros informa que não atendeu nenhuma ocorrência relacionada a ataque de piranhas em Caldas Novas nesse feriado prolongado de Tiradentes. Reforça também a necessidade de estar atento às placas de aviso e de evitar as áreas de risco, especialmente com crianças.

No dia 15 de março, uma criança de sete anos estava numa área rasa próxima ao pier do lago Corumbá, em Caldas Novas, e foi atacada por piranhas por volta das 16 horas. Ela estava acompanhada do pai e de outros familiares, e perdeu uma parte dos dedos do pé esquerdo em função das mordidas que recebeu.

Piranha fisgada em Caldas Novas (Foto: Reprodução)

Na ocasião, a Axia Energia (antiga Eletrobras Furnas) informou que mantém, de forma permanente, ações de sinalização, orientação e conscientização no entorno do Lago Corumbá, com placas de alerta sobre a presença de piranhas.

A empresa também destacou que as piranhas são espécies nativas das regiões Centro-Oeste e Norte e já habitavam a área antes da formação do reservatório.

Já em fevereiro desse ano, dois adolescentes, de 15 e 16 anos, foram surpreendidos pelos peixes. E, em junho de 2025, ma criança de 9 anos perdeu dois dedos do pé ao ser atacada num momento em que descansava os pés na água.

Como evitar ataques de piranhas

Os bombeiros reforçam que a prevenção é a melhor proteção. Entre as recomendações:

  • evitar permanecer por muito tempo em áreas rasas;
  • não nadar próximo a píeres, pontos de pesca ou locais com restos de alimento na água;
  • não entrar no lago com ferimentos abertos ou sangrando;
  • sair da água imediatamente ao perceber qualquer mordida ou movimento incomum de peixes;
  • evitar alimentar peixes, prática que pode atrair cardumes;
  • não usar objetos brilhantes ou chamativos na água, que podem despertar curiosidade dos animais.

Placas de aviso já foram instaladas na orla do lago Corumbá alertando sobre o risco. A corporação destaca que ataques são raros e geralmente acontecem quando há alimento na água, movimentação intensa ou presença de sangue, fatores que estimulam o comportamento das piranhas.

Piranhas sofrem difamação

Estudos indicam que as piranhas podem ser vítimas de uma verdadeira “difamação histórica”: a fama de assassinas teria sido inflada por mitos, relatos exagerados e vídeos sensacionalistas que circulam há décadas. É o que aponta o levantamento da médica-veterinária Patrícia Tatiane Gomes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.

A pesquisa analisou 711 ocorrências registradas no Brasil entre 2012 e 2022 e mostra que acidentes graves são raríssimos, sendo apenas 0,7%, e que não há registro comprovado de mortes humanas causadas por esses peixes. Em 82,27% dos casos, as lesões foram leves, geralmente uma única mordida superficial.

A pesquisa aponta que a maioria dos incidentes acontece quando as piranhas estão defendendo ninhos durante o período reprodutivo, de setembro a janeiro, e que a ideia de cardumes devorando animais vivos em minutos é um mito sem comprovação científica. Segundo a autora, vídeos que mostram frenesi alimentar costumam envolver carcaças com sangue ou matéria em decomposição, o que atrai os peixes, situação bem diferente de um banhista comum na água.



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