O Acre registrou 889 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre janeiro e a semana epidemiológica 14 de 2026, conforme boletim da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). O número representa aumento em relação ao mesmo período de anos anteriores e acende alerta para o cenário das doenças respiratórias no estado.
Para comparação, no mesmo intervalo foram contabilizados 581 casos em 2024 e 609 em 2025, indicando crescimento expressivo em 2026.
Os dados mostram que o aumento dos casos começou a partir da semana epidemiológica 02, mantendo-se elevado até a semana 09. Entre as semanas 10 e 13 houve redução, mas na semana 14 foi identificado um novo sinal de crescimento.
Esse comportamento acompanha a sazonalidade dos vírus respiratórios, especialmente a circulação da influenza e de outros agentes típicos desse período.
Estado de alerta e municípios com mais registros
O crescimento dos casos, impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Rinovírus e Influenza A, levou o Acre a atingir nível de alerta no indicador geral de SRAG.
Os registros se concentram nos principais centros urbanos. Rio Branco soma 287 casos e Cruzeiro do Sul, 155, ambos em situação de alerta. Municípios como Feijó e Marechal Thaumaturgo também apresentam números relevantes no período analisado.
Crianças e idosos são os mais afetados
O boletim aponta que crianças de 0 a 9 anos e idosos acima de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis, com maior ocorrência de casos graves.
Entre os vírus identificados nos pacientes estão VSR, Rinovírus, Influenza A (incluindo H1N1), SARS-CoV-2, Adenovírus, Metapneumovírus, Parainfluenza e Bocavírus, associados a quadros como pneumonia, bronquite e bronquiolite.
Diante do cenário, a Sesacre reforça a necessidade de monitoramento contínuo e manutenção das medidas de prevenção, diante da possibilidade de novas oscilações nas próximas semanas.