Escuta qualificada
Discussões realizadas na capital goiana servirão de base para o encontro nacional em Brasília, com foco na atualização da RAPS
Fórum debate o papel social e político da saúde mental na infância (Foto: Freepik)
Com a proposta de colocar os jovens no centro das decisões, o Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes realiza sua etapa regional em Goiânia na próxima semana. Sob o tema do protagonismo infantojuvenil, o evento busca ouvir diretamente as experiências de crianças e adolescentes para subsidiar a criação de políticas de saúde mental mais eficazes e conectadas com a realidade local.
O encontro, marcado para os dias 23 e 24 de abril no Ministério Público de Goiás (MPGO), tenta romper com o modelo tradicional de gestão onde as decisões são tomadas apenas por técnicos. A ideia é que a “escuta qualificada” — termo usado para definir o acolhimento real das demandas de quem está na ponta — sirva como base para reformular o atendimento no SUS.
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Além do consultório: uma rede integrada
O desafio em debate na capital goiana é a complexidade do cenário atual. Especialistas e gestores presentes no fórum devem discutir como a saúde mental não pode ser tratada de forma isolada. A proposta é amarrar as pontas entre o sistema de justiça, a educação e a assistência social. Na prática, o evento busca soluções para que uma criança em sofrimento psíquico não se perca entre a burocracia de diferentes instituições, mas receba um cuidado contínuo e integrado.
Rumo a Brasília
As discussões em Goiânia não terminam no dia 24. O que for decidido e sugerido pelos participantes da etapa Centro-Oeste será levado para o encontro nacional em Brasília. Esse movimento marca um esforço para atualizar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que enfrenta o desafio de lidar com novas demandas surgidas no pós-pandemia e com a influência das redes sociais na saúde emocional dos jovens.
A expectativa é que o documento final do evento reflita as carências regionais e ajude a destravar gargalos no atendimento público.
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