As fortes chuvas que atingiram a Grande Ilha na tarde deste sábado, provocaram o adiamento do jogo entre Moto e Sampaio Corrêa, cujo início estava marcado para as 17h no Estádio Municipal Nhozinho Santos. Com o campo inteiramente alagado, não houve condições da bola rolar. O árbitro José Magno Teixeira do Nascimento (RN) ainda chegou a cumprir o protocolo, aguardando os 30 minutos de tolerância à espera de uma solução favorável, mas devido à persistência do aguaceiro, não teve outra alternativa a não ser julgar o local totalmente impróprio para a prática do futebol. A nova data do confronto deverá ser anunciada nas próximas horas pela CBF.
O adiamento foi bem recebido pelas diretorias dos dois clubes.
A remarcação para o domingo (20) está descartada, porque neste mesmo local e data está programado um jogo da divisão A3 feminino, no período da tarde, e a praça esportiva poderá ainda estar afetada pelas chuvas que estão previstas para o período matutino.
A quantidade de água pluvial na área da Vila Passos inundou ruas e inclusive os vestiários do estádio, que foram interditados pelo Corpo de Bombeiros, não permitindo o acesso de jogadores e das comissões técnicas. O risco de surgimento de problemas elétricos era iminente. Nos arredores da praça esportiva, o tráfego de veículos foi desviado, porque alguns ficaram ilhados e sem condições de deslocamento em vários sentidos.
Vale o canhoto
Mandante do jogo, o Moto Club informou logo após o adiamento anunciado oficialmente à imprensa pela interventora da FMF, Susan Lucena, às 17h45, que todos os torcedores que apresentarem o “canhoto” do ingresso adquirido para o jogo desta tarde deverão ter acesso livre no próximo encontro das duas equipes.
Ônibus apedrejado
O Sampaio Corrêa ainda teve seu ônibus que conduzia a delegação apedrejado na chegada ao estádio por integrantes de uma torcida organizada do Moto , segundo informações do clube tricolor, que divulgou mais tarde a seguinte nota:
“O Sampaio Corrêa Futebol Clube repudia de maneira veemente o ataque ao ônibus do time tricolor, realizado pelas torcidas organizadas do Moto Club. O ato de violência hoje cometido mancha a história do Superclássico, que há 14 anos não ocorria no Estádio Nhozinho Santos, além de ser um fator de afastamento das famílias para um palco que deveria ser de festa”.
