Os descendentes dos ex-ditadores de Cuba, Fidel Castro e Raúl Castro, vêm assumindo posições de destaque na liderança do país. As informações são do The Wall Street Journal, que cita fontes.

(Foto: Reprodução/Instagram/@presidenciadecuba)
Segundo o jornal, Alejandro Castro Espín e Raúl Rodríguez Castro têm participado das negociações entre Havana e os Estados Unidos em meio às reiteradas ameaças do presidente Donald Trump. Como parte desse processo, ambos estariam se reunindo com autoridades americanas para discutir a situação na ilha e possíveis formas de reduzir as tensões.
A família Castro segue exercendo influência em Cuba, mesmo após a morte de Fidel e o afastamento de Raúl de cargos públicos.
Atualmente com 94 anos, Raúl apareceu pela última vez em público em janeiro deste ano. Na ocasião, ele participou da cerimônia para receber os restos mortais de 32 soldados cubanos mortos por militares americanos na captura de Nicolás Maduro, em Caracas, na Venezuela.
Raúl Rodríguez Castro, de 41 anos, é o neto mais velho de Raúl Castro e também apontado como o “favorito”, segundo o WSJ. De acordo com fontes do jornal, “Raulito” ou El Cangrejo (“o caranguejo”), como é conhecido, chegou a ser enviado para reuniões com autoridades americanas durante a visita do secretário de Estado, Marco Rubio, a uma conferência na ilha caribenha de São Cristóvão, em fevereiro.
Já Alejandro Castro Espín, filho de Raúl e que atualmente ocupa o cargo de general do Ministério do Interior, se destacou como o principal negociador cubano no restabelecimento das relações diplomáticas com os Estados Unidos durante o governo de Barack Obama, em 2015.
Após a vitória de Trump para o seu primeiro mandato, em 2016, Alejandro Castro Espín tentou manter diálogo com o novo governo, que demonstrava pouco interesse em aprofundar as cooperações bilaterais.
Outro nome em ascensão na família Castro é o de Oscar Pérez-Oliva, sobrinho-neto de Fidel e Raúl Castro. Nos últimos anos, ele vem sendo apontado como possível sucessor do atual presidente, Miguel Díaz-Canel.
Cuba estuda movimentação militar dos EUA
Diante das ameaças de Donald Trump de “tomar Cuba”, o governo em Havana tem estudado a movimentação militar dos EUA na região.
Neste ano, o governo americano aumentou a pressão sobre a Cuba. Como parte disso, Trump cortou as remessas de petróleo venezuelano e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo. As medidas impactaram ainda mais a rede elétrica da ilha, causando apagões.
Segundo o The New York Times, Trump também estaria pressionando a saída de Miguel Díaz-Canel da presidência como parte das negociações em andamento.