O Ministério da Saúde oficializou, nesta quinta-feira (16), a expansão do uso da membrana amniótica no Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando o tecido como um recurso estratégico da medicina regenerativa no país. Obtida a partir de placentas coletadas durante partos, a membrana possui propriedades biológicas que aceleram a cicatrização e reduzem processos inflamatórios, sendo agora indicada para o tratamento de pé diabético, feridas crônicas e patologias oculares complexas.
A estimativa do governo federal é de que a medida alcance mais de 860 mil brasileiros todos os anos. No tratamento do pé diabético, a aplicação da tecnologia apresenta resultados superiores aos métodos tradicionais, podendo dobrar a velocidade de fechamento das feridas. A técnica já integrava os protocolos do SUS desde 2025 para pacientes com queimaduras de grande extensão e agora passa a suprir demandas em oftalmologia e cuidados com lesões de difícil cicatrização.
Na área oftalmológica, o uso do tecido é direcionado à recuperação da superfície ocular e tratamento de condições como glaucoma, úlceras de córnea, perfurações e queimaduras químicas. Além de mitigar a dor e otimizar a regeneração de pálpebras e glândulas lacrimais, o curativo biológico atua na prevenção de novas lesões, oferecendo uma alternativa para quadros que não respondem satisfatoriamente aos tratamentos convencionais.
Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, ressaltou que a incorporação posiciona o sistema público brasileiro na vanguarda das tecnologias regenerativas. Segundo a secretária, a adoção dessa inovação reflete diretamente na gestão hospitalar, pois a recuperação mais ágil dos pacientes diminui o tempo de internação e o risco de infecções secundárias, gerando economia para a rede pública e melhoria imediata na qualidade de vida dos usuários.
*Fonte: Correio Braziliense