Botelho: “Se não houver diálogo, a chance de perder é grande”


O deputado Eduardo Botelho (MDB) alertou para a necessidade de entendimento dentro do União Brasil entre o senador Jayme Campos e o ex-governador Mauro Mendes, sob o risco de o grupo político ter “grande chance de perder a eleição” de outubro.

 

Eu vejo que, se não houver diálogo, a chance de perder é grande

Mendes preside o União Brasil em Mato Grosso — mesma sigla de Jayme — e é pré-candidato ao Senado. O ex-governador apoia a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), enquanto Jayme defende candidatura própria do partido.

 

O impasse entre as duas principais lideranças já se arrasta há pelo menos seis meses, com trocas públicas de posicionamentos. O vice-presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Campos, irmão de Jayme, também já fez alertas sobre o risco de divisão.

 

“Eu vejo que, se não houver diálogo, a chance de perder é grande. Pode colocar isso na cabeça: é grande. Nós precisamos entender isso”, disse Botelho, em entrevista à Rádio Cultura.

 

“Defendo que haja entendimento. Sem isso, existe uma grande possibilidade de derrota. Com o grupo unido, há chance real de vitória; dividido, as chances diminuem”, acrescentou.

 

Direita e esquerda

 

 

Na entrevista, o parlamentar também analisou o cenário eleitoral diante da reorganização das forças políticas entre direita e esquerda, com as candidaturas de Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD).

 

“Vamos ter uma direita forte e uma esquerda unida. Nesse cenário, não podemos dividir a centro-direita que temos aqui”, afirmou, ao reforçar sua preocupação com uma possível fragmentação do campo político.

 

Botelho também relembrou sua experiência na eleição municipal de 2024, em Cuiabá, quando os eleitores levaram ao segundo turno Abilio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT). Na ocasião, o liberal venceu com 53,8% dos votos válidos, contra 46,2% do petista.

 

“Isso aconteceu aqui em Cuiabá, com a polarização, e o segundo turno acabou sendo entre a esquerda do PT e a direita do Abilio. Eu vejo que isso não é positivo. Precisamos trabalhar juntos para construir um caminho comum. Esse é o meu pensamento”, concluiu.

 

 


 





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