Cinco pessoas foram presas durante a ação de combate ao garimpo ilegal na região do Alto Catrimani, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A ofensiva, iniciada em 1º de abril e concluída nesta quarta-feira (15) pelo Comando Conjunto Catrimani II, também resultou na destruição de 19 acampamentos utilizados na atividade criminosa.
Segundo o Comando, os presos foram levados à Base Aérea de Boa Vista e, posteriormente, encaminhados à Polícia Federal. Além das detenções, as equipes apreenderam 1.570 litros de combustível e inutilizaram diversos equipamentos utilizados no garimpo, como motores, balsas, embarcações, maquinários, armas de fogo, munições e celulares.
Como parte da estratégia para interromper o abastecimento da atividade ilegal, cinco pistas clandestinas de pouso e decolagem foram destruídas nas regiões de Xiriana, Noronha, Capixaba, Quincas e Hélio. Os militares utilizaram explosivos para abrir crateras nos locais, inviabilizando pousos e decolagens de aeronaves usadas no transporte de insumos.
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A operação, chamada de Xapiri, contou com o apoio de seis aeronaves das Forças Armadas e uso de tecnologia de visão noturna, permitindo ações em ambientes de baixa luminosidade e garantindo efeito surpresa nas abordagens.
Prejuízos causados
A ação integra a Operação Catrimani II, que reúne forças de segurança, agências e Forças Armadas no combate ao garimpo ilegal, crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços na Terra Yanomami.
Dados mais recentes apontam que, desde 2024, as operações já causaram prejuízo superior a R$ 680 milhões às organizações criminosas, com milhares de ações realizadas, centenas de prisões e destruição de estruturas ligadas à atividade ilegal.