Após idoso do Tropical, prefeitura acompanha mais casos de “acumuladores”


A Prefeitura de Rio Branco relatou à reportagem do ac24horas nesta terça-feira (14), sobre o caso do idoso que acumula grande quantidade de caixas de papelão e outros materiais recicláveis em uma residência no bairro Tropical. Por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, o município afirmou que já acompanha a situação há alguns meses, antes mesmo de o caso ganhar repercussão nas redes sociais.

O secretário Ivan Ferreira explicou que diversas secretarias estão envolvidas no acompanhamento, entre elas Assistência Social, Saúde, Meio Ambiente, Zeladoria e Zoonoses, esta última acionada especialmente nos casos em que há acúmulo de animais junto ao lixo.

O caso é considerado complexo por envolver um idoso internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Rio Branco. Natural do Rio Grande do Sul, o morador não tem familiares identificados na cidade; a única referência localizada foi uma vizinha que o acompanha na UTI. Entre os riscos à saúde pública avaliados pela gestão estão a proliferação de doenças como dengue, a presença de animais peçonhentos e de cerca de 35 gatos na residência, situação que pode demandar a atuação de equipes de proteção animal.

Por se tratar de residência privada, a prefeitura não pode entrar no imóvel sem autorização legal. O caso foi encaminhado ao Ministério Público por meio da Promotoria da Pessoa Idosa, e aguarda decisão do Tribunal de Justiça do Acre. “A gente não pode chegar aqui e adentrar sem autorização. O caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público, e estamos aguardando uma decisão do Tribunal de Justiça, para que possamos tomar as medidas necessárias e realizar o trabalho adequado”, explicou Ivan Ferreira.

O secretário detalhou ainda os procedimentos adotados pela prefeitura nesses casos. A abordagem começa pelo diálogo com o morador, com o objetivo de compreender a situação. Segundo Ivan Ferreira, a maioria dessas pessoas se encontra em quadros de depressão ou ansiedade. A equipe verifica se o indivíduo está em situação de vulnerabilidade social e se já participa de programas sociais; caso contrário, realiza o cadastro junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Todo esse acompanhamento é feito de forma multidisciplinar e, posteriormente, a prefeitura também disponibiliza os serviços de limpeza e zeladoria do imóvel.
O secretário confirmou que há outros casos de acúmulo de lixo e animais em Rio Branco, incluindo um na Baixada da Sobral, embora nenhum na mesma proporção.

Ivan Ferreira destacou que a população pode e deve comunicar situações semelhantes à prefeitura pelo número do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS): (68) 9 9992-6003, disponível 24 horas. “A Prefeitura de Rio Branco está empenhada em encontrar uma solução para essa situação, assim como para outros casos semelhantes na cidade. Esse é o papel da Secretaria Municipal de Assistência Social, que atua na garantia de direitos e na promoção da política de assistência social”, concluiu o secretário.



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