EUA – O governo dos Estados Unidos divulgou uma imagem do ex-deputado Alexandre Ramagem, preso nesta segunda-feira (13) pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA). A inclusão da foto no banco de dados do departamento do Condado de Orange, na Flórida, não indica culpa do detento, informaram as autoridades norte-americanas.

(Foto: Reprodução/ Governo dos EUA)
Segundo apurou o R7, o político foi preso enquanto tentava comprar um carro usando um passaporte que havia sido cancelado. Ramagem chegou ao país usando um documento a nível diplomático que já estava suspenso pelo Ministério das Relações Exteriores.
Saiba o que está incluido na prisão que ramagem está:
- Unidades de tratamento médico e de saúde mental
- 592 camas
- Reserva da carteira de habilitação, primeira comparecimento em juízo e liberação, tudo em um só lugar.
- Pague a fiança a qualquer hora, 24 horas por dia, 7 dias por semana.
- Três salas de tribunal com galerias públicas
- Escritórios do Procurador do Estado, da Defensoria Pública e do Judiciário
Pedido de asilo político
Depois que chegou aos Estados Unidos, Ramagem abriu um pedido de asilo político. Ao R7, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a solicitação está em um “estágio bem avançado”.
Esse pedido pode influenciar na decisão dos EUA de deportar ou não o ex-deputado, visto que o país pode interpretar que Ramagem atuou com “boa-fé” e permitir que ele continue nos Estados Unidos durante a avaliação do caso.
Contudo, caso o pedido seja desconsiderado, Ramagem pode ser deportado e voltar ao Brasil. Esse caminho é o defendido por investigadores que atuam no caso, pois teria um desfecho mais rápido do que um processo de extradição.
De diretor da Abin a foragido
Ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo de Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem foi condenado no ano passado a 16 anos de prisão por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Em outubro de 2025, ele fugiu do país usando um passaporte diplomático. Segundo a Polícia Federal, o ex-parlamentar saiu do Brasil pela Guiana e não passou por pontos de fiscalização, contando com a ajuda de um grupo de indivíduos, inclusive o filho de um garimpeiro, que foi preso.