A maioria de nós só percebe a importância das coisas quando elas deixam de existir. Poucos param para refletir sobre o caminho que a água percorre até chegar à torneira, o destino do esgoto depois que desaparece pelo ralo, a energia que ilumina a casa ao apertar um simples interruptor ou o transporte que garante o direito de ir e vir diariamente. Esses serviços são tão presentes, tão integrados à rotina, que se tornam invisíveis aos olhos da população.
O saneamento básico, a energia e o transporte público fazem parte da infraestrutura silenciosa que sustenta a vida nas cidades. Funcionam de forma contínua, planejada e técnica, geralmente longe do olhar cotidiano. E talvez por isso mesmo sejam pouco valorizados enquanto cumprem bem seu papel. Paradoxalmente, é justamente quando falham — quando falta água, quando há um apagão ou quando o ônibus não passa — que ganham protagonismo, atenção e indignação.
Comunicar o invisível é um dos maiores desafios dos serviços essenciais e, no meu dia a dia como coordenadora de comunicação da Águas Cuiabá e também responsável pela área de responsabilidade social, essa missão ganha uma dimensão ainda mais concreta. Em uma empresa que atende mais de 600 mil pessoas, comunicar vai além de informar, é lidar com expectativas, rotinas impactadas e a urgência de quem depende diretamente desse serviço.
Existe, inclusive, um contraste permanente que orienta esse trabalho: enquanto o saneamento acontece, em…
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