Microempreendedorismo no Brasil enfrenta desafios históricos de planejamento – Diário do Amapá


 

Evandro Luiz
Da Redação

 

O conceito moderno de empreendedorismo começou a se consolidar no século XVII, durante o avanço da industrialização impulsionada pela Revolução Industrial, iniciada na Grã-Bretanha. A partir desse período, os empreendedores passaram a se diferenciar dos fornecedores de capital, conhecidos como capitalistas, assumindo papel central na criação e organização dos negócios.

 

 

Naquele contexto, pioneiros passaram a firmar contratos com governos para viabilizar a produção e a comercialização em larga escala de novos produtos. Muitas dessas iniciativas foram conduzidas com recursos próprios e planejamento independente, sem a participação direta de investidores.

 

Com o passar do tempo, o empreendedorismo evoluiu e ganhou importância no desenvolvimento econômico global, sendo marcado pela capacidade de inovação, pela assunção de riscos financeiros e sociais e pela transformação de recursos em negócios lucrativos.

 

 

No Brasil, esse processo ocorreu de forma mais tardia. O país conquistou sua independência em 1822, cerca de trezentos anos após o início da colonização, e se tornou uma República em 1889. Esse histórico contribuiu para a formação de um ambiente econômico com características próprias.

 

Atualmente, especialistas apontam que ainda há uma deficiência significativa na cultura de planejamento entre micro e pequenos empreendedores brasileiros. Diferentemente do que ocorre em países da Europa e nos Estados Unidos, o planejamento estratégico ainda não é amplamente adotado no país.

 

 

A dificuldade em projetar o futuro e estruturar um plano de negócios consistente é um dos principais entraves enfrentados por esses empreendedores. O plano de negócios, considerado uma ferramenta essencial, permite definir estratégias, recursos e metas, além de reduzir riscos e aumentar as chances de sucesso.

 

Para analistas, a ausência dessa cultura não é apenas responsabilidade dos empreendedores, mas também reflexo de falhas históricas na gestão pública, que não priorizou o desenvolvimento de uma mentalidade voltada ao planejamento.

 

 

O principal desafio, segundo especialistas, é acelerar a disseminação dessa cultura no país. Enquanto esse processo poderia levar décadas para se consolidar, iniciativas com orientação técnica e acompanhamento especializado podem reduzir esse prazo para cerca de cinco anos.

 

A expectativa é de que, com maior preparo e planejamento, o setor tenha mais acesso a linhas de crédito e financiamentos, impulsionando o crescimento da micro e pequena atividade econômica. Como resultado, espera-se também a ampliação da geração de emprego e renda no Brasil.

 



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