NASA divulga imagem inédita do lado oculto da Lua


A NASA divulgou na segunda-feira (6) a primeira imagem do lado oculto da Lua capturada pela missão Artemis II, oferecendo uma nova perspectiva de uma região que não pode ser vista da Terra.

NASA divulga imagem inédita do lado oculto da Lua
Foto: NASA

A imagem mostra o satélite natural completamente iluminado. À direita aparece o lado visível — aquele que pode ser observado da Terra — marcado por grandes manchas escuras formadas por antigos fluxos de lava. À esquerda está o chamado lado oculto, que possui uma superfície mais acidentada e com menos áreas planas.

Essa diferença ocorre porque a Lua gira em seu próprio eixo exatamente no mesmo tempo em que orbita a Terra, cerca de 27 dias e meio. Esse fenômeno, conhecido como rotação sincronizada, faz com que apenas um hemisfério esteja sempre voltado para o nosso planeta.

Apesar do nome, o “lado oculto” não é permanentemente escuro. Assim como ocorre na Terra, ele também recebe luz solar e passa por ciclos de dia e noite. O termo se refere apenas ao fato de não ser visível daqui.

Histórico de exploração

O lado oculto da Lua já foi estudado em outras missões espaciais ao longo das décadas. A primeira imagem dessa região foi obtida em 1959 pela sonda soviética Luna 3. Posteriormente, missões do programa Apollo também passaram pela área, ampliando o conhecimento científico.

Mais recentemente, a China se destacou ao se tornar, em 2019, o primeiro país a pousar uma sonda na face oculta da Lua. Em 2024, uma nova missão chinesa retornou ao local, especificamente na Bacia Aitken — uma das maiores crateras de impacto do Sistema Solar — e trouxe amostras para a Terra.

Diferentemente do lado visível, que apresenta extensas planícies conhecidas como “mares”, a face oculta é mais montanhosa, com crosta mais espessa e grande quantidade de crateras.

O estudo dessa região é considerado estratégico pela comunidade científica, já que pode revelar informações importantes sobre a formação da Lua e do próprio Sistema Solar, além de indicar possíveis recursos minerais ainda pouco explorados.

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