O Acre registrou 4,6 mil atendimentos por síndrome gripal nas primeiras 12 semanas de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), atualizados até 28 de março. O número representa uma redução em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 5.006 atendimentos, mas ainda se mantém acima de 2024, que teve 3.651 casos.
Os atendimentos foram realizados nas unidades sentinelas do estado, responsáveis pelo monitoramento dos casos leves de doenças respiratórias.
A faixa etária que mais buscou atendimento em 2026 foi a de 20 a 29 anos, repetindo o padrão observado em anos anteriores. Apesar da alta procura, esses casos não apresentaram maior gravidade, segundo o levantamento.
Circulação de vírus
Entre os pacientes atendidos, foram identificados diferentes vírus respiratórios em circulação. Os mais frequentes incluem o rinovírus, influenza A (em diferentes variações, incluindo H1N1) e o vírus sincicial respiratório (VSR).
A presença simultânea desses vírus indica um cenário de circulação ativa de agentes respiratórios no estado.
No mesmo período, o estado também registrou aumento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com destaque para casos associados ao VSR, rinovírus e influenza A.
As hospitalizações têm sido mais frequentes entre crianças pequenas, contribuindo para o nível de alerta no estado.
A concentração de casos segue principalmente nos municípios com maior população e polos regionais, como Rio Branco, que já apresenta estado de alerta, além de Cruzeiro do Sul, que teve crescimento significativo nas notificações. Municípios como Feijó e Marechal Thaumaturgo também registraram números relevantes no período.