Publicado em: 12 de abril de 2026

Unidades na Vila Sônia e em Taboão da Serra oferecem canal direto com a população, imersão em realidade virtual e captação de currículos para as 4 mil vagas que serão geradas ao longo da obra
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
Paralelamente ao avanço das obras de extensão da Linha 4-Amarela até Taboão da Serra, a concessionária iniciou a operação dos Centros de Atendimento à Comunidade (CACs) na Vila Sônia e no município da Grande São Paulo. As unidades foram estruturadas para concentrar o relacionamento com moradores e comerciantes das regiões impactadas pelo empreendimento. Ao todo, serão três CACs, sendo que o terceiro deve ser implantado junto com o canteiro da Chácara do Jockey.
Os espaços funcionam como pontos de apoio para acesso a informações sobre o cronograma das obras, esclarecimento de dúvidas, registro de sugestões e encaminhamento de demandas relacionadas aos impactos no entorno. A proposta é organizar o fluxo de comunicação ao longo da execução do projeto e contribuir para a mediação de eventuais conflitos durante as diferentes fases da obra.
Além do atendimento presencial, os CACs oferecem recursos de visualização dos projetos. Por meio de óculos de realidade virtual, visitantes podem acompanhar como serão as futuras estações e o terminal de ônibus integrado, antecipando a percepção das intervenções previstas.
As unidades também atuam como ponto de apoio para o mercado de trabalho local, com recebimento de currículos e priorização de profissionais da região nas contratações associadas à obra, que deve gerar cerca de 4 mil empregos diretos e indiretos ao longo de sua execução.
Para Ricardo Benício, diretor da extensão da Linha 4-Amarela, a inauguração dos CACs reflete o compromisso em executar uma obra que não apenas transforma a mobilidade, mas que respeita e integra a voz de quem vive o dia a dia dessas regiões. “Mais do que canais de transparência e mediação, esses centros facilitam o acesso da comunidade às oportunidades de emprego que estamos gerando com a extensão. Queremos que o morador da Vila Sônia e de Taboão se sinta parte do projeto, seja utilizando a tecnologia para visualizar o futuro da sua cidade ou encontrando aqui uma porta de entrada para o mercado de trabalho”, afirma Benício.
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte