‘Guerra civil’ entre chimpanzés pode explicar conflitos humanos; entenda


Uganda – Um estudo publicado pela revista Science analisou uma tribo de chimpanzés em Uganda e concluiu que uma guerra pode surgir mesmo sem o envolvimento de religião, política ou diferenças culturais.

(Foto: Freepik)

Durante três décadas, o grupo de animais vivia junto e demonstrava cooperação no dia a dia. No entanto, com o tempo, alguns animais passaram a se aproximar mais entre si e a evitar outros, o que acabou gerando um conflito letal.

Os chimpanzés se dividiram em dois grupos, de acordo com os pesquisadores. Após a ruptura total, o conflito ficou violento. Um dos grupos passou a atacar o outro, resultando em mortes entre animais que antes conviviam normalmente.

Os pesquisadores apontam que essa “guerra” não foi causada por diferenças culturais, mas sim por mudanças nas relações sociais ao longo do tempo. Fatores como disputas internas, mortes no grupo e competição também podem ter intensificado a divisão.

Dessa forma, a “guerra civil” dos chimpanzés mostra que conflitos podem surgir da quebra de vínculos e da formação de novos grupos.

“É tentador atribuir a polarização e a guerra que ocorrem hoje em humanos a divisões étnicas, religiosas ou políticas. No entanto, concentrar-se inteiramente nesses fatores culturais ignora os processos sociais que moldam o comportamento humano — processos também presentes em um de nossos parentes animais mais próximos. Em alguns casos, é nos pequenos atos diários de reconciliação e reencontro entre indivíduos que encontramos oportunidades para a paz”, diz um trecho do estudo.





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