O Acre registrou aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026, conforme aponta o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), atualizado até a 12ª semana epidemiológica, em 28 de março. O crescimento coloca o estado em nível de alerta, apesar de uma leve redução recente nas internações.
De acordo com os dados, foram contabilizados 734 casos de SRAG em 2026, número superior ao registrado no mesmo período de 2025, com 505 casos, e de 2024, com 447 notificações. O aumento foi mais acentuado a partir da semana epidemiológica 9, com queda observada a partir da semana 10. Ainda assim, o boletim destaca que o cenário permanece instável.
Grupos mais afetados
As crianças de 0 a 9 anos e os idosos acima de 60 anos continuam sendo os grupos mais vulneráveis, com maior número de internações por complicações respiratórias.
Entre os casos hospitalizados, os exames identificaram a circulação de diversos vírus, com destaque para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), rinovírus e diferentes subtipos de influenza A, incluindo o H1N1. Também foram detectados Sars-CoV-2, adenovírus, metapneumovírus e parainfluenza, associados a quadros como pneumonia, bronquite e bronquiolite.
Síndrome gripal
O boletim também traz dados sobre síndrome gripal (SG). Em 2026, foram registradas 4.600 consultas nas unidades sentinelas do estado, número inferior ao de 2025, que teve 5.006 atendimentos, mas superior ao de 2024, com 3.651 casos no mesmo período.
A faixa etária que mais procurou atendimento foi a de 20 a 29 anos, embora, segundo a Sesacre, esses casos não tenham apresentado maior gravidade.
Entre os vírus mais frequentes nos atendimentos por síndrome gripal estão o rinovírus, influenza A (em diferentes subtipos) e o Vírus Sincicial Respiratório.