Em abril é comemorado o Dia da Engenharia (10/04), uma data que nos convida a refletir: por que a carreira de engenharia já não desperta tanto interesse como antes? Como podemos mudar esse cenário?
Como liderança em uma organização da Construção Civil, vejo de perto um fenômeno preocupante: a queda no interesse pelos cursos de engenharia. E como engenheiro que sou, reflito constantemente sobre as implicações de haver cada vez menos colegas de profissão no Brasil.
Os números chamam a atenção: levantamento recente do Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) aponta que apenas 12% dos estudantes do ensino médio têm interesse em cursar engenharia. Em 10 anos, o número de calouros em cursos de engenharia caiu 23%, segundo o Censo da Educação Superior do MEC. Em algumas áreas tradicionais, como a engenharia civil, a redução de alunos chega a 52%; o número dos que concluem a graduação segue caindo em níveis inquietantes.
A inquietação se justifica: estimativas do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) apontam que o déficit de engenheiros no Brasil pode chegar a um milhão de profissionais em 2030. É um fator que compromete potencialmente a capacidade de inovação, consistência e competitividade em áreas estratégicas – pesquisa, infraestrutura, energia, tecnologia, por exemplo. Ameaça, também, a evolução de programas estruturantes, como o Minha Casa, Minha Vida, a modernização da indústria e o desenvolvimento…
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