Maranhão receberá a primeira biorrefinaria de etanol de bambu das Américas


O Maranhão se prepara para sediar um empreendimento pioneiro: a instalação da primeira biorrefinaria de etanol de segunda geração (2G) a partir de bambu. O projeto, liderado pela empresa catarinense 4Wood Biotech, foi detalhado esta semana durante reunião na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), com a presença de empresários e representantes do governo.

Tecnologia inovadora e sustentável

A aposta da 4Wood Biotech traz para o continente americano uma tecnologia bioquímica inédita. O diferencial está no uso de um processo enzimático que permite o aproveitamento integral da biomassa do bambu — uma matéria-prima renovável de rápido crescimento — sem a geração de resíduos.

Diferente do etanol convencional, o de segunda geração (2G) utiliza a celulose da planta, o que evita a competição com a produção de alimentos e reforça os princípios da economia circular.

 (Foto: Divulgação)

A escolha pelo Maranhão foi resultado de um trabalho estratégico da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos (SEDEPE). No ano passado, o projeto já havia sido premiado no Congresso Brasileiro de Minas e Energia, em Brasília, como uma das melhores práticas do setor de energia no país.

Executivos da empresa, como o CEO Almir Maestri e o diretor técnico Luismar Porto, destacaram que a análise técnica apontou o estado como a melhor localização para o projeto devido à sua posição estratégica e ao potencial de impacto no agronegócio.

ZPE

O secretário da SEDEPE, José Reinaldo Tavares, ressaltou que o empreendimento se alinha perfeitamente à proposta da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Maranhão, focada em indústrias de “última geração e economia verde”.

“A ZPE atrai investimentos robustos e sustentáveis, alinhados ao mercado internacional. O projeto da 4Wood terá um forte impacto na economia estadual e na geração de empregos”, afirmou Luiz Fernando, vice-presidente executivo da FIEMA.

O secretário adjunto da SEDEPE, José Domingues Neto, reforçou que a vinda da empresa demonstra a união entre governo e classe empresarial em prol de uma economia sustentável, garantindo ganhos para toda a cadeia produtiva maranhense.



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