Saúde mental nas empresas entra na pauta obrigatória e acende alerta para empresários


A saúde mental no ambiente corporativo deixou de ser apenas um tema de debate e passou a ser uma exigência legal no Brasil. Durante o programa Momento Empresarial, a especialista Estela Felix trouxe à tona a importância da nova legislação que obriga empresas a adotarem medidas voltadas ao bem-estar psicológico dos colaboradores.

Segundo ela, a mudança representa uma quebra cultural significativa, especialmente em regiões onde ainda há resistência ao tema. “As empresas precisam se informar e se adequar. Não é mais uma escolha, é uma obrigação”, destacou durante a entrevista .

A legislação, baseada na Lei nº 14.831/2024, estabelece que organizações devem implementar ações concretas de prevenção e acompanhamento da saúde mental no ambiente de trabalho. Isso inclui avaliações psicossociais, programas internos e estratégias que reduzam fatores de risco como estresse, assédio moral, sobrecarga e isolamento.

O alerta é direto: empresas que não cumprirem as exigências poderão sofrer penalidades, incluindo multas e processos trabalhistas. Além disso, o impacto financeiro pode ser ainda maior com afastamentos frequentes de colaboradores por problemas psicológicos.

Dados apresentados durante o programa indicam que o Brasil enfrenta um cenário preocupante. O país registra altos índices de ansiedade, depressão e síndrome de burnout, o que reforça a urgência de ações efetivas dentro das organizações.

Outro ponto destacado foi o papel estratégico do setor de Recursos Humanos. Para a especialista, o RH precisa assumir protagonismo nesse processo, buscando capacitação e promovendo mudanças internas. “O RH é o pulmão da empresa. Ele precisa estar preparado para cuidar do que é humano”, reforçou .

A discussão também trouxe reflexões sobre liderança. Modelos antigos, baseados em pressão e medo, tendem a agravar o adoecimento mental e reduzir a produtividade. A nova realidade exige gestores mais preparados, com escuta ativa, empatia e capacidade de adaptação.

Além da obrigação legal, investir em saúde mental pode se tornar um diferencial competitivo. Empresas que adotarem boas práticas poderão conquistar certificações e atrair profissionais que buscam ambientes mais saudáveis e equilibrados.

A mensagem final é clara: cuidar da saúde mental não é apenas uma responsabilidade social, mas uma estratégia essencial para a sustentabilidade dos negócios. Ignorar esse movimento pode custar caro, tanto financeiramente quanto na qualidade de vida dentro das organizações.

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