Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Uma mulher ligada ao Conselho da Comunidade, instituição vinculada ao sistema penitenciário do Amapá, foi presa em flagrante no início da madrugada desta quinta-feira (9), na zona sul de Macapá, com um carregamento de drogas e celulares.
A ação foi realizada por militares do Bope, após informações repassadas pelo setor de inteligência da Polícia Militar, que indicavam que a suspeita estaria transportando uma carga ilegal que seria destinada a presos do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
De acordo com o levantamento, a denunciada, identificada como Caroline Ferreira Leitão, teria acabado de receber o material ilícito e realizava o transporte em um veículo.
Equipes do Grupo de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro) localizaram o carro no momento em que entrava na garagem de uma residência, no bairro Muca.

Os policiais realizaram o adentramento na residência, que estava com a porta aberta, e conseguiram abordar a suspeita. Segundo os militares, ela colaborou e informou que toda a carga estava no veículo.
Durante a revista, foram encontrados: substâncias entorpecentes,
dinheiro em espécie,
celulares e carregadores, além de tabacos, resistências elétricas, perfumes, relógio digital e pilhas.
No interior da residência, os policiais também encontraram mais dinheiro e outros itens já preparados para entrega.
Segundo a polícia, a suspeita confessou que trabalha em uma empresa que presta serviços ao Iapen e revelou que estaria atuando a mando de um detento, e que pelo transporte da carga ilícita ela receberia R$ 3.300.
Diante dos fatos, os policiais deram voz de prisão à suposta servidora e acionaram a Rotam, que realizou a condução da suspeita até o Ciosp do Pacoval.

Dentro do veículo também foram encontrados carregadores, tabacos, resistências elétricas, perfumes, relógio digital e pilhas
A reportagem procurou o diretor do Iapen, delegado Luiz Carlos.
“A presidente do conselho nega que ela [Caroline] seja funcionária. Mas, de fato, ela dirigia o veículo alugado pelo conselho. Seria essa a relação dela com o conselho”, explicou.
O diretor também detalhou o papel do Conselho da Comunidade dentro do sistema prisional.
“O conselho é um órgão previsto na execução penal, formado por representantes da sociedade, como advogados, enfermeiros e jornalistas. Ele atua junto à administração prisional na assistência aos presos, principalmente na inserção em atividades de trabalho.” concluiu.
O caso segue sob investigação para apurar a possível participação de outros envolvidos no esquema criminoso.