
O dólar comercial fechou esta quinta-feira (9) cotado a R$ 5,063, com queda de 0,78%, atingindo o menor valor em dois anos, mesmo diante da retomada das tensões no Oriente Médio.
A desvalorização da moeda norte-americana ocorre após uma sequência recente de baixas. No dia anterior, o dólar já havia recuado cerca de 1%, impulsionado pela expectativa de normalização no fornecimento global de petróleo, após sinais de trégua entre países envolvidos no conflito.
Apesar do cenário externo ainda instável, com alta no preço do petróleo e incertezas geopolíticas, o mercado financeiro brasileiro reagiu de forma positiva. Analistas apontam que investidores têm priorizado fundamentos econômicos em vez de riscos imediatos.
No mesmo dia, a Bolsa de Valores brasileira acompanhou o movimento de otimismo e atingiu um novo recorde histórico. O principal índice, o Ibovespa, subiu 1,52%, chegando a 195.129 pontos, após já ter registrado alta expressiva na sessão anterior.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Entrada de capital estrangeiro e valorização do real
O comportamento combinado indica entrada de capital estrangeiro no país, além de maior apetite por ativos de risco. Esse fluxo tende a valorizar o real frente à moeda norte-americana.
Especialistas avaliam que, mesmo com o fim da trégua no Oriente Médio, o impacto no câmbio foi limitado porque o mercado já havia precificado parte das tensões. Além disso, a perspectiva de estabilização no transporte de petróleo ajudou a conter pressões mais fortes sobre o dólar.
A cotação da moeda segue sensível a fatores externos, como decisões de política monetária nos Estados Unidos, e internos, como juros e inflação no Brasil. Ainda assim, o patamar atual reforça um momento de relativa estabilidade cambial, após períodos recentes de maior volatilidade.