Preços do gás e do petróleo recuam no mercado europeu após cessar-fogo


Os preços do gás natural e do petróleo registraram uma queda acentuada no mercado europeu nesta terça-feira (7), reagindo positivamente ao anúncio de um cessar-fogo temporário no Oriente Médio. Logo na abertura das negociações em Lisboa, o contrato de futuros holandês TTF, principal referência para o gás na Europa, despencou 19,24%, sendo cotado a 43 euros. O alívio nas tensões geopolíticas ocorre após Estados Unidos e Irã confirmarem o início de negociações diplomáticas e a desobstrução imediata do Estreito de Ormuz, canal por onde transita 20% do petróleo mundial.

O mercado de óleo bruto também acompanhou a tendência de baixa. O petróleo tipo Brent, referência global, recuou 13,13%, atingindo a marca de 94,92 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) apresentou queda de 14,53%, operando abaixo dos 97 dólares. O movimento reflete o otimismo dos investidores com o fim do bloqueio no Estreito de Ormuz, que vinha causando um choque de oferta sem precedentes, afetando a circulação de até 15 milhões de barris por dia e pressionando a inflação global.

Apesar da queda expressiva nas bolsas e da valorização das moedas em relação ao dólar, analistas alertam que os efeitos para o consumidor final nos postos de abastecimento não serão imediatos. Existe ainda um clima de cautela sobre a eficácia do desbloqueio total do canal marítimo e se a trégua de duas semanas poderá evoluir para um encerramento definitivo do conflito. A manutenção da estabilidade dos preços dependerá do sucesso das reuniões agendadas para a próxima sexta-feira (10) entre as potências envolvidas.

Nas bolsas asiáticas, o clima foi de forte subida, com os mercados antecipando uma recuperação econômica na Europa diante da redução dos custos de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz foi considerado o maior choque de fornecimento de petróleo já registrado na história, e sua reabertura é vista como o passo mais importante para normalizar as cadeias logísticas internacionais. O cenário futuro ainda depende da consolidação dos acordos diplomáticos e da verificação do fluxo comercial seguro na região do Golfo.

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