Acre supera média nacional de moradores em favelas, diz IBGE

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Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que o Acre apresenta uma proporção elevada de moradores vivendo em favelas e comunidades urbanas, acima da média registrada no país.

Embora o número absoluto de pessoas nessas áreas seja menor em comparação a estados mais populosos, o percentual em relação à população total chama atenção. Em nível nacional, cerca de 19,2% dos brasileiros vivem em favelas ou comunidades urbanas, segundo o levantamento.

No caso do Acre, a realidade reflete características específicas da região, como crescimento urbano sem planejamento em determinadas áreas e limitações estruturais. O estado possui mais de 68 mil pessoas vivendo nessas condições, conforme dados do IBGE.

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Além disso, o estudo também aponta desafios relacionados à infraestrutura nesses locais. Em todo o país, uma parcela significativa dos moradores de favelas enfrenta dificuldades de acesso a serviços básicos, como saneamento, transporte e vias adequadas, o que impacta diretamente a qualidade de vida.

No Acre, essas dificuldades tendem a ser potencializadas devido a fatores geográficos e históricos, que influenciam a ocupação urbana e a oferta de serviços públicos.

Mesmo com avanços em algumas áreas, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à melhoria das condições habitacionais e urbanísticas, especialmente em estados da região Norte, onde os desafios estruturais ainda são mais evidentes.

O levantamento integra uma série de dados detalhados do Censo 2022, que busca mapear as condições de moradia e infraestrutura em favelas e comunidades urbanas em todo o Brasil.

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