Paciente acusa médico de agressão durante atendimento na UPA da Sobral; caso foi parar na delegacia


Um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Franco Silva, na Baixada da Sobral, em Rio Branco, terminou em caso de polícia na noite de domingo, 5. Francimar Gomes Machado teria sido agredido durante o atendimento, segundo denúncia de sua mãe, Francisca Gomes Feijó. O caso foi parar na Delegacia de Flagrantes (Defla) após a intervenção da Polícia Militar.

De acordo com Francisca, o filho foi levado à unidade devido a surtos de agressividade que teriam surgido após um acidente de motocicleta há nove meses. Ela relata que, desde a alta médica do acidente, Francimar sofre com dores de cabeça, tonturas e desorientação.

“Tem hora que ele não reconhece a gente, fala coisas, fica agressivo comigo, com o filho dele, com todo mundo”, afirmou a mãe.

Francisca sustenta que, ao tentar explicar o histórico clínico ao médico de plantão, foi ignorada. Segundo ela, o profissional teria se alterado e partido para a agressão física. “Ele deu um tapa e depois um murro. Foi quando o nariz dele sangrou. A gente tem prova, está gravado”, declarou. O pai do paciente, Jomar Alves Machado, presenciou o ocorrido e registrou imagens da confusão.

A versão do médico

O médico envolvido apresentou uma narrativa divergente. Segundo ele, o paciente já estava na unidade desde cedo, com um quadro de agitação supostamente associado ao consumo de álcool e entorpecentes. Ao ser chamado para uma reavaliação noturna, o profissional afirma ter encontrado Francimar discutindo com a própria mãe.

O médico relata que, ao tentar intervir verbalmente, foi alvo de insultos e de um ataque físico repentino. “Ele levantou muito rápido e me deu um soco”, afirmou. O profissional nega ter revidado com agressões, alegando que apenas tentou imobilizar o paciente no leito até a chegada da segurança. Segundo ele, o ferimento no nariz de Francimar pode ter ocorrido durante esse procedimento de contenção.

A Polícia Militar conduziu o médico e o pai do paciente à Delegacia de Flagrantes (Defla). Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso segue sob investigação da Polícia Civil para apurar as responsabilidades e analisar as imagens gravadas no local.



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